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Marinha flagra barcos irregulares e passageiros sem coletes em principais praias de Manaus

Durante os finais de semana, três embarcações da Marinha têm fiscalizado os principais “points” escolhidos pela população para banho 20/05/2013 às 08:10
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Rebocador apreendido não tinha qualquer documento e transportava mais de 15 pessoas, todas sem coletes
Carolina Silva e Ana Celia Ossame ---

O verão amazônico ainda nem começou, mas os dias quentes, com temperatura de pelo menos 31 graus, têm tirado muitos manauenses de casa para se refrescar no rio Negro. Porém, não só o número de pessoas nas áreas frequentadas para banho deve aumentar, mas também as irregularidades nas embarcações. Neste domingo (19), a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) abordou 44 embarcações entre motos aquáticas (jet skis), lanchas de esporte e recreio, e também de transporte de passageiros. Desse total, nove foram notificadas e duas apreendidas.

Durante os finais de semana, três embarcações da Marinha têm fiscalizado os principais “points” escolhidos pela população para banho. A ação abrange as praias da Ponta Negra, da Lua, do Tupé, Prainha e lago do Tarumã-Açu. A CRÍTICA acompanhou a operação e constatou a imprudência cometida por muitos banhistas na hora de lazer. Toda embarcação deve estar de acordo com as Normas de Autoridade Marítima (Norman).

Durante a fiscalização no lago do Tarumã-Açu, um rebocador que estava sendo usado como embarcação de transporte de passageiros foi apreendido. Mais de 15 pessoas estavam a bordo, algumas crianças, e todas estavam sem coletes salva-vida. Além disso, o homem que pilotava a embarcação não tinha habilitação exigida e nem portava a documentação da embarcação. A mesma teve que retornar ao local de saída.

Outra embarcação apreendida transportava três adultos e uma criança. O rapaz que pilotava tinha habilitação, mas não portava a documentação da mesma. Outra irregularidade encontrada foi a ausência de coletes para todos que estavam a bordo. O barco possuía apenas dois coletes e nenhum para criança e também teve que retornar ao local de saída. A embarcação só poderá voltar a navegar após a regularização junto à Capitania dos Portos.

Um total de nove embarcações foram notificadas de 8h às 17h50 desse domingo durante a fiscalização da Capitania. As notificações se deram por falta de documentação da embarcação, seguro da embarcação vencido (o documento precisa ser renovado anualmente) e também por falta de coletes salva-vidas.

Na maioria das embarcações abordadas, as pessoas eram flagradas sem o colete salva-vida, equipamento de segurança obrigatório. O problema não ocorre somente em lanchas, mas em embarcações de pequeno porte, as “rabetas”, também usadas pelos banhistas para se deslocarem às praias.

Ponta Negra com poucas embarcações

Na praia da Ponta Negra, nenhuma irregularidade foi encontrada pela equipe de fiscalização da Capitania dos Portos. Ao contrário dos dias em que esteve interditada, poucas lanchas e motos aquáticas foram vistas às margens da praia. Apenas uma lancha foi abordada pela fiscalização, que constatou o cumprimento de todas as normas.

Na chamada Prainha, a movimentação de embarcações, tanto lanchas como motos aquáticas, também foi baixa. Quem precisou ser abordado pela equipe de fiscalização foram os banhistas que subiam em uma árvore e pulavam na água de uma altura de mais de três metros.

A Capitania dos Portos deverá intensificar a ação durante o período do verão. A chamada “Operação Verão”, além de inspecionar as documentações das embarcações e dos próprios condutores, vai executar ações educativas e testes com etilômetros (bafômetros) para evitar acidentes.

Salva-vidas tiveram trabalho

Nada de preocupação com jacarés. Neste domingo, os primeiros frequentadores da Praia da Ponta Negra - aberta após mais de 20 dias da interdição causada pelo aparecimento de jacarés nas imediações do balneário - queriam aproveitar a liberação, que contou com forte aparato de segurança oferecido por redes de proteção, monitoramento de seguranças e salva-vidas. Até as 10hs, a quantidade de pessoas na praia era pequena, porque muitos ainda não acreditavam na reabertura.

Mas alguns dos poucos banhistas que foram à praia insistiam em se arriscar, tentando ultrapassar as boias que indicavam os limites para um banho seguro. A tentativa era repreendida pelos salva-vidas postados em vários pontos da orla. “O pior é que vai ser assim o dia inteiro”, lamentou um dos profissionais.

Satisfeita com a reabertura da praia, a servente Suze Queiroz, 29, aproveitou o dia para levar o filho Igor, de três anos, para se refrescar. “Sempre vim aqui porque é a única opção que temos para um banho no rio”.

Moradora da Cidade de Deus, Zona Norte, ela resolveu ir para confirmar a liberação e disse que o perigo dos jacarés não assusta agora com as redes de proteção. Mas Suze prometeu ficar atenta à recomendação de não passar do marco das boias.

Quem também não se preocupou com jacarés foi o aposentado e triatleta Aleixo Marques de Araújo, 70, por entender que, com o barulho feito pelas pessoas nas águas, os animais seriam afugentados. “Jacaré gosta de praia e como já está muito alagado por aí, eles encontraram essa aqui para ficar, mas com a movimentação eles vão embora”, garante.

O casal Deusilene dos Santos, 41 e Fábio Nogueira, 39, levou o casal de filhos, Daniel, 2 e Ana Júlia, 5, para tomar banho. “É a primeira vez que a gente vem e gostamos de saber que podemos ficar aqui”, afirmou ela, que mora na Avenida do Turismo.

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