Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
Polícia, Morte, Compaj, Sejus, Enforcamento

Matador de policial civil é encontrado morto dentro de presídio, no AM

Luis Alberto Gamboa dividia cela com pelo menos quatro presos e respondia pelo homicídio do investigador de Policia Civil Francisco José de Lima Filho, ocorrido em maio de 2009, nas dependências de uma delegacia



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Gamboa na ocasião em que foi preso pela morte de um investigador da Polícia Civil
15/01/2013 às 10:55

O detento chileno Luis Alberto Gamboa Carrion, 55, foi encontrado morto na noite dessa segunda-feira (14), por volta das 20h, em uma das celas do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no quilômetro 8, da BR-174 (Manaus – Boa Vista).

De acordo com informações do secretário-executivo de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), coronel Bernardo Encarnação, o corpo estava pendurado na cela, com um lençol enrolado no pescoço. Luis Alberto dividia o espaço com pelo menos quatro presos – que comunicaram o ocorrido aos agentes penitenciários -, e respondia pelos crimes de tráfico de drogas e pelo homicídio de um policial civil.

Conforme Encarnação a Sejus vai abrir uma sindicância para apurar a morte do preso. O Instituto Médico Legal (IML) esteve no local retirando o corpo de Luis e um exame de necropsia identificará qual a real causa da morte.

Ainda segundo Encarnação, a Delegacia Especializada e Homicídios e Sequestros (DEHS) também foi acionada e deve investigar o caso.

Este é o segundo preso encontrado morto dentro de presídios no Amazonas neste mês de janeiro. No último dia 9, Raimundo Natalino Rodrigues Sampaio, 34, foi encontrado morto dentro do Instituto Penitenciário Antônio Trindade (Ipat), em meio à confusão de grupos rivais da unidade prisional.

Fuga e morte
Condenado a 25 anos de prisão pela morte do investigador da Polícia Civil, Francisco José de Lima Filho, 49, ocorrida em maio de 2009, Gamboa chegou a fugir do Compaj, juntamente com Edivaldo Barros Caetano, 30, em agosto de 2011. Na ocasião a dupla foi recapturada por policiais militares, nas proximidades do presídio.

A morte do policial, pela qual Gamboa foi condenado, ocorreu no interior do 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), à época 10º Distrito Policial (DP). Lima, como a vítima era conhecida pelos colegas, encaminhava o chileno para o xadrez e em um momento de descuido,  o preso conseguiu pegar a arma que o policial tinha na cintura e fazer o disparo.

O investigador chegou a ser socorrido pelos colegas e levado para o Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde morreu. O crime ocorreu por volta das 16hh30. Luiz Alberto havia sido preso momentos antes por policiais militares acusado de ter agredido com uma paulada a vendedora Susana Soares Duarte, 22, nas proximidades do colégio La Salle, no conjunto D. Pedro II. Os militares na ocasião o levaram para a Superintendência da Polícia Federal, onde foi verificado que o chileno estava legalmente no País. Da Polícia Federal, Gamboa foi levado para o 10º DP, por se tratar de um crime comum.

Em seguida o preso correu em direção à rua,e chegando a trocar tiros com o delegado plantonista, naquela ocasião, Marcelo Alencar, e também contra os “verdinhos” que estavam na permanência.

Gamboa foi preso nas proximidades da delegacia. De volta para o DP, Luiz Alberto se negou a dizer o motivo que o levou a atirar no policial.


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