Publicidade
Manaus
Educação

De forma divertida e criativa, professora ensina Matemática aos alunos

Docente da rede pública inova e cria feira que desmitifica todas as dificuldades do "bicho papão" das salas de aula 09/07/2016 às 16:06 - Atualizado em 10/07/2016 às 10:44
Show professora
Desde 2011 a professora Lia Schneider encontrou nos Jogos Matemáticos uma estratégia para conquistar os alunos (divulgação)
Aristide Furtado Manaus (AM)

A professora Lia Lima Schneider encontrou uma forma criativa de despertar nos estudantes  o prazer de aprender a “temida” matemática. Desde 2011 ela promove a feira “Jogos matemáticos”, uma exposição onde alunos e alunas do terceiro ano do Ensino Médio mostram como os cálculos e fórmulas tidos como “complicados” na sala de aula fazem parte do nosso dia a dia sem que a maioria de nós sequer desconfie.

Este ano a experiência foi levada à Escola Estadual Castelo Branco, no bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste, e reuniu quatro turmas do turno matutino, nesta semana que passou. A ideia, segundo Lia Lima, é aplicar os conteúdos programáticos dos três anos do Ensino Médio em situações do cotidiano. “Eles apresentam temas transversais como a arte, a música, a literatura, envolvendo isso nos jogos matemáticos. Cada tema que apresentarem vão abordar um jogo”, explicou a mestra durante a feira inovadora. 

A professora ressalta que abordar uma disciplina que é considerada um “bicho de sete cabeças” de forma lúdica quebra a resistência e o preconceito em relação à matemática. “Isso  faz com que o aluno aprenda mais fácil e mais rápido. Então quando ele pensar em um problema  vai conseguir desenvolvê-lo  porque no jogo que fez na sala sabe as etapas a serem processadas. E também porque só em sala de aula, só prova e só trabalho, muitas vezes é cansativo. Tirar eles um pouco daquele ambiente padrão e colocar o que eles aprenderam em pratica ajuda a dar um outro significado para a matemática”, disse.


Estudantes apresentam os conteúdos de maneira diferenciada / Foto: Divulgação

Coordenadora das equipes do 3º ano 1, a estudante Gabriele Santos, 17, contou que a feira lhe ajudou a mudar a visão que  tinha dos conteúdos matemáticos e da importância deles. “Eu realmente nunca fui muito  fã de matemática, mas depois desse projeto pude ver que a gente usa os números  no dia a dia e eles não são  aquele monstro de sete cabeças que a gente pensa. Que mesmo  brincado a gente pode aprender matemática e ensinar como estamos  fazendo aqui. No esporte, tem matemática até nas  medidas geométricas do campo”, disse a estudante.

Mena Bianca Paiva, 17, do 3º ano 4, aprendeu que um ramo da matemática, a metrologia, está presente em todos os prédios e ruas que frequenta. “Traça um nexo entre a teoria que a gente aprende na sala de aula com o que a gente vive no cotidiano, acrescentando conhecimento e abrindo a mente. Eu gostava da matemática, mas com a feira melhorou. De forma criativa e dinâmica é melhor de aprender.   Um tema que é comum e eu não fazia a mínima ideia:  a metrologia”, afirmou. 

A equipe de Felipe Souza, 17, demonstrou, na feira, de que forma o jogo de  basquete se torna viável a partir da aplicação dos conceitos da geometria. “A gente vê a matemática como algo complexo que ninguém consegue aprender. Quando descobrimos que a matemática não é apenas na questão do quadro, mas se aplica no cotidiano como na música, dança, é outra coisa. Se aplica até na roupa que vestimos. Perdi os preconceitos que a gente tem da matemática. A gente tem um novo sentido do porquê a matemática está no mundo”, disse o aluno. 

As dificuldades

O levantamento publicado pela ONG ‘Todos pela Educação’ em dezembro de 2014,  com nos resultados da  base a Prova Brasil e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostraram que, no Brasil, os baixos percentuais de aprendizagem no ensino médio se constituem em abrangência nacional. No País, somente 9,3% dos estudantes aprenderam o considerado adequado em matemática e 27,2%, em português.

Publicidade
Publicidade