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Manaus
DIA DAS MÃES

Rotina profissional a mil por hora e maternidade combinam?

Conheça exemplos de mães na linha de frente das empresas e como elas conciliam a exigente rotina profissional e materna. 14/05/2017 às 14:40 - Atualizado em 14/05/2017 às 15:52
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A presidente do Procon AM, Dra. Rosely Fernandes é mamãe de dois filhos, o João Felipe, 11 e o Rafael, 26. (Foto: Clóvis Miranda)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Quem é mulher, mãe e está ativa no mercado de trabalho, já deve ter sentido vontade de ser duas pessoas ao mesmo tempo para conseguir fazer tudo o que necessita durante o dia. Em comemoração ao Dias das Mães, o +DINHEIRO conta exemplos de algumas mamães determinadas que desempenham com excelência essa jornada dupla.

Segundo dados do IBGE de 2015, no Amazonas, mais de 23 mil mulheres foram mães entre os 20 a 24 anos. Mas mesmo assim, existem aquelas que optaram por serem mães entre 30 a 34 anos, depois da estabilidade profissional, totalizando mais 12 mil mulheres com esta preferência.

A gerente de marketing do Shopping Ponta Negra, Karla Henderson, 43, é exemplo disso, foi mãe aos 39 anos, pois optou desenvolver primeiro a carreira profissional. E conta que para conciliar o trabalho com a maternidade teve que fazer algumas escolhas.

“As mães já são administradoras natas. Desde os cinco meses, Manuella fica numa creche de maneira integral. É difícil, mas cria mais independência, um melhor relacionamento com outras crianças. Eu digo que tenho um terceiro turno. Quando saio daqui ela quer me contar como foi o dia, quer brincar comigo. E eu procuro resolver as coisas do trabalho, no trabalho, para dedicar o tempo para ela quando chegar em casa”, conta.

Karla diz que é possível ser mãe e dedicar-se à carreira profissional, apesar do tempo limitado. “São funções bem distintas, mas eu faço o que eu gosto no meu trabalho e amo ser mãe. Quando fazemos o que gostamos o peso é menor, embora existam as dificuldades. E minha filha fala que meu trabalho é um parque de diversões”.

Independente da idade, a missão de conciliar o trabalho e as responsabilidades de mãe são constantes, segundo a presidente do Procon-AM, Rosely Fernandes, 51. Para ela, isso significa acordar às 5h45 todos os dias, tendo dois filhos, um adulto e o João de 11 anos que requer cuidados e atenção. 

“É cansativo e gratificante ao mesmo tempo. No trabalho eu tenho que participar de várias reuniões e ao mesmo tempo monitorar o que meu filho está fazendo. O adulto eu não me preocupo tanto, pois ele já trabalha e tem sua própria independência, mas o mais novo eu tenho que controlar o celular para verificar as redes sociais, saber o que ele faz e com quem. E de tarde ele fica sob a supervisão da minha mãe. Quando eu chego de tarde verifico se ele fez as tarefas da escola, lido com a vida de esposa e nos fins de semana procuro intensificar a relação”, comenta.

Rosely conta que um dos programas desenvolvidos no Procon teve a inspiração do filho. “O Procon Mirim veio através de João que aos poucos vai aprendendo que tem que economizar, por exemplo, no cinema,  na pipoca”, destaca.

A presidente conta que ser mãe é a coroação da mulher. “Eu sigo o exemplo da minha mãe que sempre com muita garra nunca abandonou os filhos para trabalhar”.

Outro exemplo que é possível conciliar a jornada dupla, é a sócia proprietária do Centro Literatus, professora Elaine Saldanha. Ela comenta que a maternidade a ensinou e a ajudou muito no seu crescimento profissional.

“A cada gesto e a cada palavra que meu filho aprendia eu percebia que a missão de ser mãe é muito importante. E apesar da dificuldade de conciliar carreira e ser mãe, você se sente mais motivada e impulsionada, pois afinal não está só, tem uma outra pessoa que depende de você. Meu filho tem 24 anos e já é advogado, mas cada fase é importante, são fases diferentes, você quer buscar seu bem estar, a qualidade de profissional para melhorar a questão de ser uma boa mãe”, ressalta.

Empresárias e mães: é possível ter mais tempo?

Mais de 27 mil mulheres empreendem no Amazonas, de acordo com o Sebrae. Além de trabalharem por 35 horas semanais em média cuidando do negócio, muitas delas também são mães. Confira exemplos de empreendedoras que vivem essa dupla jornada.

Mãe de gêmeos, médica e ainda proprietária da Clínica Vacinar, Dra. Amanda Alecrim, lida com a correria que há oito anos a maternidade lhe proporcionou.

“Os meninos foram uma surpresa na época. Para mim é mais fácil me organizar sendo dona do próprio negócio e ser mãe ao mesmo tempo do que antes. Depois do nascimento deles tive que readaptar toda a minha jornada, pois tinha um consultório e ainda atendia em CAIC’s (rede pública)”, conta.

A empresária conta que ela mesma gosta de levá-los na escola e almoçar juntos. “Quem quer ser mãe vai entender que vai ter algumas limitações, eu rompi minha residência na época e não me arrependo de nada”, revela.

Outra mamãe empreendedora é a Dessana Oliveira, proprietária da empresa de comunicação Go Upper, criada ainda na gravidez com objetivo de dedicar tempo a mais para os dois filhos.

“Eu trabalhava em uma agência de publicidade, tinha hora para entrar, mas não tinha para sair. Eu pensava que ia trabalhar menos tendo meu próprio negócio e na verdade estava errada, pois trabalho muito mais. Eu tento me organizar toda para às 17h estar livre para os meus filhos. Antes de dormir eu fico com eles para conversar, agradecer e ouvir uma música juntos sem celular e sem TV”, explica.

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