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Manaus
Abandono

Mato alto toma conta de cemitério, ruas e praças públicas de Manaus

No cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, o matagal esconde os túmulos e uma série de perigos para quem frequenta esse e outros espaços públicos 05/04/2016 às 11:50
Luana Carvalho Manaus (AM)

Visualmente, o cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, na Zona Oeste, parece abandonado. O mato está tomando conta dos jazigos e sepulturas, dificultando o acesso dos visitantes. A mesma cena se repente em logradouros públicos de alguns bairros da capital. Com os passeios tomados por mato, os pedestres encontram dificuldades para trafegar e reclamam da proliferação de bichos peçonhentos e, claro, do Aedes aegypti, que se aproveita do lixo escondido em meio ao matagal para se procriarem. 

No cemitério, o aposentado José Moreira, 67, não conseguiu caminhar porque o mato está encobrindo as trilhas entre uma quadra e outra. “Tenho parentes enterrados, mas também costumo vir para pegar ‘cravo de defunto’ (flor utilizada em chás). É difícil andar por aqui, tem muito mato e prefiro não me arriscar, pois está perigoso. Já encontrei uma cobra”, conta. 

A dona de casa Maria José Chagas, 47, desistiu de procurar o túmulo do cunhado, que faleceu há oito anos, e apelou para a administração do cemitério. “Vou procurar a administração, porque com o mato está difícil encontrar os túmulos. Acho uma falta de respeito, pois a gente paga uma taxa de manutenção”.

Para o coveiro Robson Soares, que trabalha há quatro anos no local, as famílias também deveriam ter a responsabilidade de zelar pelo espaço. “Para falar a verdade, é muito raro a prefeitura vir aqui e capinar. Eles tiram o mato uma vez ou outra, mas é bem superficial. Em minha opinião, os parentes das pessoas que estão enterradas aqui também deveriam cuidar do espaço, porque a prefeitura já tem muita coisa pra resolver e o cemitério deve ser o menor dos problemas”, opinou.


Ruas e praças 

O problema da falta de capinação, no entanto, não se restringe apenas ao cemitério Nossa Senhora Aparecida. Toda a extensão de calçada da avenida Solimões, no Conjunto Atílio Andreazza, na Zona Sul, também está tomada pelo matagal. Os pedestres evitam a calçada porque, além de disputarem espaço com os postes, o mato também impede a passagem.  Do outro lado da cidade, na rua Belém, no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, os pedestres também precisam desviar do mato e trafegar pela rua. 

No Centro, na praça do Prosamim Parque Manaus, a situação é ainda pior. O espaço para lazer e prática de esportes está praticamente inutilizado. Isto porque os bancos foram encobertos pelo mato e as pistas de caminhadas também. “Além de ter muitos usuários de drogas, corremos risco de sermos assaltados a qualquer momento por bandidos que se escondem no matagal”, reclamou a aposentada Silene Pereira, 62. 
 

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