Domingo, 13 de Outubro de 2019
Manaus

Mecânico é executado com quatro tiros após ser ameaçado por cliente, diz família

A família suspeita que o crime foi ordenado por um cliente que se desentendeu com o mecânico por conta da negociação de um carro e contratou PM para executá-lo



1.jpg O mecânico Nazinho Teixeira Mendes tinha 53 anos
28/01/2015 às 15:49

O mecânico Nazinho Teixeira Mendes, 53, foi executado com quatro tiros, na noite de terça-feira (28), enquanto consertava um carro no pátio na residência do amigo, localizado na rua Coletora 2, conjunto Cidadão 12, bairro Santa Etelvina, Zona Norte.

De acordo com a filha, Alessandra Silva, 28, o pai foi morto por um suposto policial militar chamado Edigin João de Oliveira, contratado por um homem identificado apenas como "Antônio".

Segundo ela, o motivo seria por causa de um veículo que o pai havia trocado com o mandante do crime há cerca de oito meses. "Meu pai trocou o carro pela moto do 'Antônio' e esse cara queria destrocar o negócio porque ele perdeu o documento do carro. Ele queria devolver o veículo e ainda pediu mais R$ 3 mil", explicou.

Ela conta ainda que o pai afirmou que não iria desfazer o negócio e, por isso, foi ameaçado de morte por ele. "Ele (Antônio) foi em casa com o PM e ameaçou meu pai de morte, dizendo que se não fizesse, ele iria matá-lo", afirmou.

A família tem uma gravação em áudio de uma conversa entre a vítima e "Antonio", onde ele questiona o porque das ameaças.

Conforme a filha, após ser ameaçado, o pai foi até o 26° Distrito Integrado de Polícia (DIP) e registrou um Boletim de Ocorrência contra o homem por ameaça.

A assessoria da Polícia Militar do Amazonas esclareceu que o suspeito, Edigin João de Oliveira, não faz parte dos quadros da corporação.

Versão do crime

O mecânico estava sentando e consertando um veículo, quando o autor dos disparo chegou por trás e efetuou quatro disparos contra ele. Dois acertaram a cabeça, um o tórax e um os testículos da vítima.

Segundo a filha, os suspeitos estavam em uma moto próximo do local esperando por um descuido da vítima. "Meu tio que é sargento da PM estava perto do meu pai e eles esperaram meu tio sair porque sabiam que ele era policial", disse.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) está investigando o caso. A família afirmou que denunciará o caso à Corregedoria da Polícia Militar.



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