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Manaus
entoxicação

Medicamentos prescritos de forma inadequada se revelam muito perigosos

Especialistas alertam que remédio prescrito de forma inadequada pode ser tão perigoso quanto tomá-lo sem prescrição 30/06/2016 às 19:55 - Atualizado em 01/07/2016 às 09:04
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Primeiro Fórum de Cuidados com os Medicamentos e os Riscos com Automedicação (foto: Winnetou Almeida)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Os últimos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre medicamentos receitados e utilização desses medicamentos indica que 75% dos antibióticos são prescritos inadequadamente. Além desta situação, os indicadores também mostram que 50% dos pacientes não usam os medicamentos corretamente. 

Preocupados com esses dados, a Fundação de Vigilância e Saúde (FVS), realizou ontem, o primeiro Fórum de Cuidados com os Medicamentos e os Riscos com Automedicação, destinado a farmacêuticos, e todas as entidades que trabalham com a saúde pública e o meio ambiente. O evento ocorreu no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA-UEA), Cachoeirinha, Zona Sul.


Para este fórum foi convidada uma das representantes do Conselho Nacional de Farmácia, Lorena Baía de Oliveira, que trouxe o tema de discussão: Saúde, Políticas de Saúde e Assistência Farmacêutica. Com este tema, a palestrante apresentou em detalhes os índices divulgados pela OMS.

Conforme Baía, o que influencia nesses índices é o fato de na maioria dos atendimentos dos pacientes, os médicos não estudam e nem aprofundam o problema no qual o paciente tem apresentado. “Em outra pesquisa a OMS informa que no Brasil, os pacientes passam menos de um minuto na sala com o médico e isso colabora muito para que as medicações sejam receitadas erradas, pois não há uma atenção com o paciente”, explicou.

A representante do conselho nacional, explicou que o problema de atenção é destinado por causa do alto número da demanda com a pouca oferta. “Os médicos precisam cumprir horário e atender todos os pacientes, isso acaba atrapalhando nas consultas. Muitas das vezes não é nem por causa de uma decisão do profissional, mas a questão de cumprir horário e atender no geral que precisa da consulta, e acaba tendo os contratempos como é o caso da utilização de medicamentos inadequados”, reforçou.

Como orientação, Baía aconselha que a população busque um diálogo com especialista para que ele possa explicar para que serve o medicamento. Outro ponto importante é no momento de adquirir o medicamento, onde o paciente precisa perguntar do farmacêutico como deve ser o armazenado do medicamento. 

“O armazenamento de uma medicação é uma informação de total importância, pois se caso o remédio não seja guardado na temperatura devida, essa medicação pode se transformar em um risco de entoxicação”, explicou. 

Projeto de Lei para descarte

Outra abordagem que também fez parte desta discussão do primeiro Fórum de Cuidados com os Medicamentos e os Riscos com Automedicação  foi o procedimentos dos descartes de medicamentos, as leis de resíduo sólido e soluções para ajudar o Amazonas a desenvolver procedimentos que dever ser adotados com o descarte dos medicamentos.

Um dos integrantes do Conselho Regional de Farmácia do Amazonas (CRF-AM), Lúcio Pimentel, explicou que no Estado, há um projeto de lei que tramita para regularizar todo procedimento de descarte, para evitar que os medicamentos não sejam direcionados ao solo e nem a água.
Pimentel informou que há em alguns locais públicos que a farmácia acompanha a utilização das medicação, como é o caso da Fundação Alfredo da Mata, que tem um público que realiza o tratamento de hanseníase. 

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