Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
DIREITO

Médico acusado de estuprar pacientes fica calado durante interrogatório

Júlio Adriano da Rocha afirmou que só falará em juízo sobre os casos. Acompanhado de advogados, ele deixou o 24º DIP com o rosto e cabeça cobertos



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O médico está utilizando uma tornozeleira eletrônica. Foto: Junio Matos
24/04/2019 às 13:28

O médico Júlio Adriano da Rocha Carvalho, foi apresentado na manhã desta quarta-feira (24), no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para ser ouvido em mais dois inquéritos policiais nos quais é acusado de crime de estupro contra pacientes. O médico chegou, por volta das 10h15, acompanhado por dois advogados e saiu, por volta das 11h20, depois de ter sido indiciado pelo delegado Marcelo Martins.

De acordo com informações policiais, Júlio Adriano preferiu ficar em silêncio, alegando que só falará em juízo sobre os casos. Na saída, o médico cobriu a cabeça e rosto com o paletó do advogado, e foi direto para o carro. 

Uma mulher, de 23 anos, grávida do seu primeiro filho, é uma das vítimas que acusa o médico de estupro. Jéssica* foi ouvida na segunda-feira (22) pelo titular do distrito de polícia, delegado Marcelo Martins, e relatou que foi estuprada pelo médico no dia 8 de novembro de 2014, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Comunidade Campos Sales.

A dona de casa Janaína*, 30, também denunciou o médico de tê-la estuprado em uma clínica particular, no Centro, em agosto do ano passado. Na época, ela estava com dores urinárias e se surpreendeu com o “tom” íntimo do profissional. “Eu imaginei que ele fosse examinar a minha região pélvica, porém ele comentou: ‘você sempre usa calcinha assim, pequena?", contou.

Além desses, existem outros três casos que já estão na justiça e pelos quais Júlio Adriano foi denunciado pelo Ministério Público. Hoje, o delegado Marcelo Martins disse que vai concluir os dois inquéritos e encaminhá-los à Justiça. O médico, desde que passou a ser réu, foi suspenso de exercer suas funções profissionais e está sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. 

Jéssica e Janaína* - os nomes fictícios foram utilizados para preservar as identidades das vítimas

Repórter de A Crítica

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