Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
OPERAÇÃO NASCITURO

Médico é preso por praticar abortos em ‘clínica’ no bairro Flores, em Manaus

Antônio Cabede é ex-sócio do também médico Durval Herculano Carriço de Almeida, já falecido, que ficou conhecido por prática de abortos na capital



WhatsApp_Image_2019-04-10_at_15.14.51_48881815-EE15-4F42-BE3B-5AC21982CD38.jpeg Foto: Divulgação
10/04/2019 às 15:43

O médico Antônio Cabede foi preso, em Manaus, na manhã desta quarta-feira (10) por prática de abortos, durante a Operação Nascituro. Cabede é ex-sócio do também médico Durval Herculano Carriço de Almeida, já falecido, que ficou conhecido por prática de abortos na capital.

De acordo com as investigações do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), ele mantém essa prática em clínicas, de sua propriedade, em Manaus e, possivelmente, no Rio de Janeiro. A investigação teve início há cerca de 30 dias a partir de uma denúncia.



Hoje  o MP-AM, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil, deflagraram a Operação Nascituro com o objetivo de cumprir os dois mandados de prisão temporária, contra o médico Antônio e sua esposa, além de mandados de busca e apreensão em dois endereços do casal. O MP-AM não confirmou se a companheira do médico foi presa, mas dará mais detalhes sobre a operação em uma coletiva de imprensa prevista para às 16h30.

No local onde os atendimentos eram feitos, no conjunto de Beija Flor, bairro de Flores, Zona Centro-Sul, com estrutura de recepção e atendimento médico, foram encontrados materiais hospitalares, instrumentos cirúrgicos e equipamentos próprios para a execução de abortos. O Gaeco e a Polícia Civil também encontraram equipamentos para incineração com resíduos de material hospitalar descartado.

O atendimento ilegal era organizado por grupos de aplicativos de mensagens, o que, de acordo com os membros do Gaeco, dificulta o monitoramento das comunicações do grupo. Para ter acesso às mensagens do grupo, o MP-AM requereu à Justiça a apreensão dos celulares dos envolvidos para perícia.

"Essa operação visa garantir o direito à vida, um dos valores principais, defendidos pelo Ministério Público, missão essencial da instituição", afirma o Coordenador do GAECO, Promotor de Justiça Reinaldo Lima.


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