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Manaus
ZONA CENTRO-SUL

Médico nega ter se recusado a socorrer paciente que foi alvejado na perna

Segundo ele, jovem foi atendido e recebeu os curativos na perna antes de ser encaminhado pelo Samu para o HSP 28 de Agosto 28/09/2017 às 20:17 - Atualizado em 28/09/2017 às 21:03
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O tiro atingiu a perna direita do morador de rua (Fotos: Márcio Silva)
acritica.com Manaus (AM)

O médico envolvido no suposto caso de omissão de socorro a um morador de rua alvejado, na noite de ontem (27), disse em entrevista à reportagem do Portal A Crítica que chegou a prestar socorro ao jovem no hospital particular da Zona Centro-Sul de Manaus antes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendê-lo e conduzi-lo ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.

"Estava jantando quando escutei uma gritaria na recepção. Ao chegar lá vi o garoto ensaguentado caído no chão. Ele estava sendo puxado para fora do hospital e espancado por pessoas que o acusavam de ter assaltado um idoso. Chamamos a polícia e o Samu. Eu voltei para dentro. Fui atender outras pessoas", conta o médico plantonista.

Segundo ele, nesse meio tempo, enquanto ele atendia uma paciente, um aglomerado de pessoas se formou na frente do hospital exigindo que ele atendesse o jovem baleado.

"Estava um ambiente perigoso lá fora. Os parceiros do garoto estavam todos lá. Fiquei receoso, não sabia se tinha algum armado. Falei com a ouvidoria do Conselho Regional de Medicina e eu tinha respaldo de não atender o garoto naquelas condições. Em caso de risco de vida, eu posso me recusar a atender alguém", comentou o médico.

De acordo com ele, uma "moça agressiva" entrou no hospital e começou a discutir com ele na frente da UTI, ordenando o atendimento imediato do jovem alvejado.

"Ela queria que eu fosse lá fora atender a vítima. Sendo que o ambiente estava inóspito. Os colegas dele até começaram a depredar um ônibus que estava passando no local. Falei para a mulher que se ela quisesse que eu atendesse o rapaz, que o trouxessem pra dentro, coisa que deviam ter feito desde o início", disse o médico.

 Após o rapaz ter sido levado de volta para dentro do hospital, o médico conta que conseguiu fazer o atendimento e o curativo no local alvejado. "Até registrei o momento em vídeo, como prova. Depois disso, o Samu chegou e levou o rapaz", afirmou o médico, ressaltando que várias testemunhas podem comprovar a sua versão e que procurará as imagens das câmeras de segurança do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), pois acredita que elas tenham capturado o momento em que o jovem assaltou o idoso e foi baleado na perna.

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