Domingo, 21 de Abril de 2019
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OPERAÇÃO NASCITURO

Médico preso por realizar abortos em Manaus cobrava até R$ 8 mil por procedimento

Valor variava de acordo com o tempo de gravidez da gestante. Em um dos celulares usados para agendar abortos, MP-AM encontrou pelo menos 200 negociações


10/04/2019 às 18:24

O médico Antônio Cabede, preso na operação Nascituro, deflagrada em Manaus na manhã desta quarta-feira (10), cobrava entre R$ 2 mil e R$ 8 mil por procedimento ilegal de aborto. Em depoimento aos promotores do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o médico confirmou as práticas e disse que os valores dependiam do tempo de gestação da grávida.

Conforme o coordenador do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), promotor Reinaldo Lima, o médico e sua esposa já realizavam há tempos as operações de aborto de forma coordenada entre os dois.

"Ele realizava os procedimentos abortivos após a esposa dele ter feito desde o primeiro contato com os clientes, até definido a data e o preço das operações", revelou o promotor.

Durante coletiva de imprensa, o coordenador também chamou a atenção para a quantidade de contatos identificados nos celulares dos presos. "Nós apreendemos cinco celulares dos suspeitos e, após perícia inicial, identificamos somente em um celular ao menos 200 contatos de possíveis negociações para a realização do aborto", comentou.

Remédios de venda proibida

Durante as ações de busca e apreensão nos dois imóveis do casal, realizadas pelo Gaeco, durante a operação Nascituro, os agentes identificaram na casa que funcionava como clínica no bairro Flores, Zona Centro-Sul, uma grande quantidade de remédios de uso restrito do poder público e de venda proibida.


Coletiva de imprensa do MP-AM nesta tarde. Foto: Jander Robson

"Além desses remédios de uso proibido, identificamos uma grande quantidade de materiais descartados que provavelmente eram utilizados nas cirurgias e poderão ser usados tanto como prova, quanto para identificar possíveis clientes por exame de DNA", destacou o responsável pela ação, promotor Flávio Mota.

Ainda segundo Flávio Mota, no local onde funcionava a clínica, moravam dois casais com um bebê de colo e duas crianças. Os moradores utilizavam uma parte do local para manter um pequeno salão de beleza.

Ao dar início a operação, os agentes do Gaeco identificaram, inclusive, que a residência onde funcionava a clínica possui ligação clandestina de energia elétrica, além de uma parte do imóvel estar construído por cima de uma área verde, local proibido para construção.

Prisão preventiva

Os casais estiveram presentes na sede do MP-AM hoje para prestar depoimento. Conforme os promotores, um dos moradores do local afirmou que sabia que o médico conduzia a realização de abortos.

O médico e sua esposa se encontram presos preventivamente e prestarão mais depoimentos aos coordenadores das investigações do caso durante a semana. Por se tratar de crime contra a vida, o caso irá se tornar um processo e uma denuncia será expedida pelo Ministério Público, que poderá levar o caso ao júri popular.

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