Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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SAÚDE PÚBLICA

Médicos que atuam em hospitais públicos do Amazonas ameaçam protestos

A categoria decidiu a medida em uma reunião na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), mas descarta paralisação dos serviços


31/01/2019 às 19:43

Médicos prometem fazer manifestações em todas as unidades de saúde do Amazonas, nas quais prestam serviços, na manhã desta sexta-feira (1°).  O ato, de acordo com a categoria, é uma forma de chamar a atenção para a situação da saúde pública no Estado, em função dos pagamentos dos profissionais que atuam por meio de cooperativas. A categoria decidiu, pelo manifesto, em uma reunião na tarde de hoje, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), mas não deu detalhes de que forma isso seria feito e descartou uma paralisação dos serviços.

No encontro eles apresentaram suas reivindicações por meio de uma carta conjunta em que pedem a quitação imediata dos débitos de 2018, pelo menos para uma das competências médicas que estão com os salários atrasados. No documento pedem ainda a definição de um cronograma mensal de repasse dos pagamentos referentes ao mês corrente, associados à regularização dos débitos existentes.

A reunião contou com a presença do Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM), do CRM e de representantes das Empresas Médicas prestadoras de serviços médicos à Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

O representante do Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea), José Francisco dos Santos, destacou que a situação foi se agravando ao longo do tempo e que há empresas com atrasos de mais de cinco meses, mas afirmou que a manifestação não vai interferir no atendimento da população.

“De forma nenhuma isso vai acontecer, será ordeira e sempre respeitando o direito do cidadão. Se tiver que haver manifestações mais profundas, pode ser no sentido de cirurgias eletivas que poderão ser diminuídas, mas sempre respeitando isso. Nós vamos adequar o movimento para que nós sejamos pelos menos respeitados. Nós estamos brigando justamente na condição de atendê-los com o mínimo de dignidade possível. Hoje esse cidadão não morre por falta de médicos, mas vai morrer por falta de insumos e condições de ser atendido dentro das unidades do Estado”, afirmou.

Sobre a situação o presidente do CRM, José Bernardes Sobrinho, explica que os médicos aguardam uma proposta oficial por parte da Susam, para tomar posições mais precisas em relação ao assunto daqui para a frente. “O movimento é justo, não é antiético, porque estão sem receber a três, quatro, cinco meses. É uma situação insustentável. Hoje vamos analisar a proposta que os deputados, como forma de ajudar, conseguiram e ficaram de fazer por escrito. Então vamos esperar isso para analisar essa contraproposta do governo e decidir o que vai ser feito nos próximos dias”, explicou.

Posicionamento

Em nota, a Susam disse que “já iniciou o processo de pagamentos dentro da decisão do Estado, comunicada publicamente, de que, dos R$ 108 milhões disponíveis para todas as secretarias em janeiro, a maior parte, R$ 65,7 milhões, vai para a Saúde. E, para que nenhum trabalhador fique sem receber, o pagamento referente a dezembro será proporcional. O compromisso do governo, também já tornado público, é de que as despesas correntes desse ano sejam pagas,  estacando  o acúmulo de dívidas que aconteceu em anos anteriores”.

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