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Médicos reivindicam investimentos na saúde em protesto nesta quarta (03)

Estiveram reunidos momentos antes do ato o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Jefferson Jezini, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, explicando os motivos que levaram a classe a optar por um manifesto. Segundo eles, a categoria é marcada por más condições de trabalho no estado, que possui 3.500 médicos 04/07/2013 às 15:41
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Médicos e estudantes da área protestaram em frente à Santa Casa de Misericórdia
Laynna Feitoza e Bruno Strahm Manaus, AM

A não-importação de médicos estrangeiros sem serem submetidos aos sistemas de revalidação e o clamor por mais investimentos na área da saúde são os tópicos principais de norte à manifestação que reúniu cerca de 600 médicos nesta quarta (03) às 15h, no Largo São Sebastião, bairro Centro.

O percurso do ato cruzou avenidas 10 de Julho, Getúlio Vargas, Sete de Setembro, Eduardo Ribeiro e terminou na frente da antiga Santa Casa de Misericórdia, na rua 10 de Julho. O trânsito foi fechado por agentes da Manaustrans no trecho desta rua enquanto o protesto ocorria.

Estiveram reunidos momentos antes do ato o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Jefferson Jezini, e o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, explicando os motivos que levaram a classe a optar por um manifesto. Segundo eles, a categoria é marcada por más condições de trabalho no estado, que possui 3.500 médicos.

Um dos principais clamores da classe é voltado principalmente à precariedade da estrutura disponibilizada para o exercício profissional médico no interior. “Em Manaus possuímos dois médicos por mil habitantes. A concentração de médicos no interior não chega a um por mil habitantes. Falta organização maior da gestão pública. A desordem causada na área não é culpa nossa”, pontuou Viana.

Ainda de acordo com Mário Viana, a categoria irá realizar uma assembleia geral no dia 17 ou 18 deste mês para decidir se a classe médica entrará em greve. “Se todos optarem por entrar em greve, ela será anunciada conforme manda a legislação trabalhista, e no dia 24 de julho ela entrará em vigor”.

Na manifestação houve um abraço simbólico à Santa Casa de Manaus. “A Santa Casa é o símbolo da falência do Sistema Público de Saúde”, explicou Jezini. Mário Viana acrescentou que também fazem parte das reivindicações o Projeto de Emenda a Constituição (PEC) nº 02/2013, de autoria do deputado Luiz Castro

O projeto visa criar a carreira de médico na estrutura do Governo do Estado e obriga a permanência do profissional por pelo menos quatro anos no interior do Estado. Outro tópico é a realização de um congresso que dialogue acerca da situação as saúde no interior da Amazônia com outros estados e países.

O ato terminou às 17h50 com a dispersão dos manifestantes. O trânsito no local foi liberado logo depois.

Leia mais na edição impressa do jornal A Crítica desta quinta-feira (04)

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