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Manaus
FAZENDO CONTAS

Melo e Edilene darão casa na zona Norte de Manaus para pagar fiança e deixar a cadeia

Advogado da ex-primeira dama espera pedir o alvará de soltura até a tarde de hoje; ex-secretário vai usar poupança dos pais para conseguir liberdade 27/04/2018 às 12:35
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(Foto: Winnetou Almeida)
Larissa Cavalcante Manaus

O ex-governador José Melo, a ex-primeira dama Edilene Oliveira e o ex ex-secretário de saúde, Pedro Elias podem ter autorização para deixar a prisão ainda hoje. A informação foi confirmada pelos advogados de Edilene, Christian Naranjo e de Pedro Elias, Carlos Evaldo Terrinha, após a audiência realizada na manhã desta sexta-feira na Justiça Federal, que acabou suspensa. 

De acordo com Naranjo, a Justiça Federal avaliou o imóvel de propriedade da ex-primeira-dama, localizado no Conjunto Osvaldo Frota, Zona Norte da cidade, no valor de R$350 mil e o restante da fiança de R$31 mil vem sendo levantado pela família.

O imóvel foi dado como garantia do valor da fiança imposta ao casal, no pedido de Habeas Corpus deferido no último dia 17 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF1). Na decisão, o TRF1 determinou o pagamento de 400 salários mínimos (R$ 381,6 mil) como fiança e o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento após a saída da prisão.

“Assim que tivermos esse valor restante pediremos que seja expedido o alvará de soltura. Tentaremos hoje até o fim da tarde”, afirmou Christian Naranjo.

Naranjo assumiu a defesa da ex-primeira-dama na semana passada, no processo judicial oriundo da Operação Maus Caminhos. Até então, tanto ela quanto Melo eram defendidos pelo advogado José Carlos Cavalcanti Júnior, que permanece na defesa do ex-governador.

Fiança do ex-secretário de saúde

A defesa do ex-secretário de saúde, Pedro Elias está reunindo a fiança de 100 salários mínimos (R$95,4 mil) para que o ex-secretário deixe ainda nesta sexta-feira o Centro de Detenção Provisória Masculina 2 (CDPM 2), localizado no quilômetro 8, da BR 174.

“Estou mexendo inclusive na poupança da minha mãe. Poupança feita pelo meu pai durante toda a sua vida. O depósito será feito ainda hoje”, disse  Carlos Evaldo Terrinha, irmão do ex-secretário.

O pagamento da fiança requer abertura de conta na Caixa Econômica e depósito em juízo. Conforme os advogados, o comprovante do depósito é anexado ao autos do processo para expedição do alvará de soltura. Para liberação, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) precisa ser notificada de decisão judicial.

Melo, Edilene e Pedro Elias estão há mais de 100 dias presos. Eles são réus em processo oriundo da operação Custo Político, desdobramento da operação Maus Caminhos. Para o MPF (Ministério Público Federal), eles integraram uma organização criminosa responsável pelo desvio de mais de R$ 100 milhões de recursos da saúde. Eles respondem, agora na condição de réus, pelos crimes de formação de organização criminosa, corrupção e embaraçamento de investigação criminal, cujas penas variam de três a oito anos de prisão.

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