Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
RETOMADA

Membros de fórum de idosos ocupam galeria da ALE-AM para revindicar projeto

Os membros reivindicam a retomada do projeto Vida Ativa, que está paralisado desde o início do ano passado pela ausência de recursos



agora_agorinha_idosos_9728C253-9099-4581-9880-449D881E12D6.JPG Foto: Larissa Cavalcante
10/07/2019 às 11:42

Em meio a discussão da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2020, membros do Fórum Permanente de Idosos ocuparam a galeria da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), na manhã desta quarta-feira (10), para pedir a retomada do projeto Vida Ativa, que promove atividades de esporte e lazer.

De acordo com a presidente do conselho municipal de saúde do Idoso, Márcia Santos, as atividades do projeto estão paralisadas desde o início do ano pela ausência de recursos que não foram definidos em lei ao término da gestão Amazonino Mendes. Neste primeiro ano de mandato, o governo Wilson Lima executa o orçamento elaborado pela gestão anterior. 

“O projeto que iniciou em 2007, hoje encontra-se adormecido sem equipes multidisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais e educador físico, que iam até as associações suprir as necessidades dos idosos trabalhando atividades físicas e a qualidade de vida”, disse Santos.

De acordo com a presidente do Conselho, em cada zona da cidade de Manaus apresentava um núcleo do projeto, além de atividades nos municípios do interior do Estado, por exemplo, Novo Airão, Rio Preto da Eva e Manacapuru.

Para o membro da Associação de Idosos Unidos em Cristo, Salatiel Reis, de 67 anos, os direitos constitucionais dos idosos estão sendo violados. “A Constituição está sendo rasgada. No artigo 230 diz que é dever do Estado prestar auxílio às pessoas idosas. Nós somos inferiores ao boi de Parintins, Carnaval e a Ciranda de Manacapuru em que o governo apoia essas iniciativas sem precisar está na lei. Não estamos exigindo benefícios extras do governo, apenas pedindo o que já está em lei e tem que ser cumprida”, protestou o aposentado.

A coordenadora do grupo Rosas de Sharow, do bairro da União, Raimunda Oliveira, de 68 anos, afirmou que com a ausência dos profissionais do projeto os idosos estão cooperando para pagar a ajuda de custo ao educador físico para não interromper as atividades na totalidade. “Hoje, fazemos um bingo ou uma caixinha com a cooperação dos idosos e o valor arrecadado é repassado ao profissional. Sem profissionais não temos grupo e nossas aulas”, relatou.

De acordo com a coordenadora do grupo, às aulas são realizadas na unidade do CRAS do bairro da União duas vezes por semana com a participação de 30 idosos. “Com a paralisação do projeto, hoje só conseguimos reunir metade dos idosos, antes éramos 60, duas vezes na semana”, disse.

Nova proposta

De acordo com a coordenadora do Grupo de Idosos do bairro da Paz, Marly Lima, o projeto Vida Ativa está vinculado à Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) que já sinalizou aos idosos a elaboração de um novo projeto.

“De quatro em quatro anos, com a mudança de governo lutamos para que o projeto tenha continuidade. Recebemos um documento da Sejel informou um outro projeto com um novo nome e diz que com o mesmo fim. Lá, na secretaria dizem que o projeto não voltará em sua totalidade com toda a estrutura para as atividades. Eles precisam chamar nós para elaborar essa reformulação”, disse.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e aguarda posicionamento da pasta.

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