Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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TRANSPORTE PÚBLICO

Menos linhas no Centro tornam viagens mais demoradas para usuários de ônibus

Tentativa de desafogar o trânsito na região, com alteração em 16 linhas, deixa usuários insatisfeitos


12/04/2019 às 02:20

A mudança no itinerário de 16 linhas de ônibus coletivos, que deixaram de circular no Centro de Manaus, é um esforço para tentar de melhorar a fluidez do trânsito, mas não tem agradado  parte dos usuários do transporte coletivo, que agora precisam pegar  mais um ônibus para chegar ao trabalho ou  local de estudo e, depois,  para  voltar para casa.

Desde o fim do ano passado, cerca de 60 veículos deixaram de circular na área central todos os dias. O Município ainda não tem um levantamento que quantifique e qualifique  o impacto dessas mudanças na fluidez do tráfego, para confirmar se houve ou não melhora, e nem de que forma isso influiu na lotação dos veículos das linhas que permanecem fazendo o trajeto pelo “Centrão”.

Ao todo, nove linhas deixaram de atender o Centro no trajeto que passa pelo Terminal da Matriz, agora retornando pela Praça da Saudade e indo direto ao Terminal de Integração 1, na avenida Constantino Nery, sentido Centro/bairro; e sete linhas passaram a seguir dos bairros somente até o Terminal de Integração 2, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul.

Moradores do Japiim, Zona Sul, estão entre os mais insatisfeitos com as alterações, que desde o início reclamam e tentam, sem sucesso, revertê-las. Em fevereiro, por exemplo, eles informaram para A CRÍTICA que no fim do ano passado protocolaram um abaixo-assinado com mais de 300 assinaturas na Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) relatando que, com a mudança da rota da linha 614 (agora Japiim/Cachoeirinha), ficou apenas uma linha, o 611 (Japiim/Centro), indo direto à área central, o que, segundo os usuários, não é suficiente para a demanda da área.

O resultado, segundo disse na ocasião o autônomo Cloude Douglas, 45, é que aumentou o tempo de espera nas paradas de ônibus do bairro. “O  ônibus 611 faz percurso diferente do 614, por isso a necessidade de haver as duas rotas indo ao Centro da cidade. O bairro, além da demanda de moradores, tem também escolas, a Secretaria de Educação e faculdades. Então, nós vimos na prática que não pode ter apenas uma linha direta para o Centro, não aguenta a demanda”, contou.

Consultada pela reportagem, a SMTU relatou que não há previsão nem de novas alterações de linhas e nem de revisão das mudanças já feitas até aqui. Ou seja, os usuários do 614  continuarão a ter que descer no Terminal 2, na Cachoeirinha, se quiserem ir ao Centro e fazer integração com uma das linhas disponíveis no Terminal 2.

A SMTU destacou que um dos motivos das alterações dessas linhas foi a constatação da baixa demanda de usuários a partir dos Terminais 1 e 2, e que assim os veículos estão retornando mais rapidamente aos bairros.

Não foi o que a equipe de reportagem de A CRÍTICA constatou quando esteve no Terminal 2, em um dia de semana, no horário de pico (18h), conversando com usuários do transporte público, que dizem agora ficar mais tempo em deslocamento.

Alguns disseram que, mesmo após meses das mudanças, não sentiram nenhuma melhora. Como é o caso da esteticista Luziane Fernandes, moradora do Japiim, que todos os dias precisa se deslocar ao Centro e viu seu percurso que antes era de 20 minutos aumentar para 40 minutos.”Pode ter melhorado o fluxo no Centro, mas só piorou pra quem vem do bairro” reclamou.

No mesmo ponto, que aparentava ser o mais lotado do terminal, por onde passam três linhas que sofreram alterações na rota (o 605, o 601 e o 614), o estudante Bruno Rodrigo Silva engrossou a reclamação. “Achei péssimo. O tempo de espera aumentou. Demoro muito mais que antes para ir do Centro até minha casa”, disse.

Sem avaliação dos impactos

Procurado pela reportagem para saber quais foram os reais impactos que a retirada desses veículos causaram no trânsito da área central até agora, Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) respondeu que as mudanças  no trânsito da área central só terão um reflexo a longo prazo, pois depende de outras medidas a serem implementadas. O órgão, no entanto, não especificou quais seriam essas medidas, nem quando seriam executadas.

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