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Mentor da superfuga do Compaj conhecido como ‘Falcão’ conta tudo em entrevista

Genival Moraes da Silva, 36, o “Falcão”, também foi o idealizador do assalto à joalheria que culminou com morte de empresário. O foragido pretendia fugir para outro Estado 15/03/2013 às 16:31
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‘Falcão’, segundo a polícia, já teria escavado túnel em presídio no Amapá
Náferson Cruz ---

Preso na quarta-feira (13), o foragido do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), Genival Moraes da Silva, 36, conhecido como “Falcão”, é apontado pela polícia como o mentor do plano de escavação do túnel de 20 metros de extensão, que resultou na fuga de 42 detentos no último dia 2. Em entrevista exclusiva ao jornal A CRÍTICA, Falcão, que cumpre pena por roubo, revelou que ainda esta semana pretendia fugir para outro Estado.

“Já estava me preparando para comprar a passagem. Estava tudo certo quando fui surpreendido pela polícia”, disse.

Ele foi preso junto de outros três homens e um mulher, acusados de envolvimento no assalto à joalheria Natural Pedras Preciosas, na rua 10 Julho, Centro, foram apresentados na tarde e ontem em coletiva com a imprensa na sede da Delegacia Geral, no bairro Dom Pedro 1, Zona Centro-Oeste. Um terceiro envolvido, identificado apenas como “Sherek”, está foragido. O crime culminou com a morte do empresário Marcelo Catta Preta Chaves, 44, após levar um tiro na cabeça, na terça-feira.

Segundo ele, a terra retirada do túnel era toda armazenada na cela e para idealizar o plano não recebeu nenhum projeto ou fez qualquer tipo de rascunho.

Escondidos

Após deixar o Compaj, Falcão disse que ele e outros foragidos ficaram por vários dias na região de mato, antes de ganhar o perímetro urbano. O detento relatou ainda que não houve nenhuma recomendação de qualquer facção criminosa que supostamente atuava dentro do presídio para que o plano fosse colocado em prática. “Não recebi ordem de ninguém, lá (Compaj) não existe disputa entre facções, porque a luta de todos os internos é por melhorias no presídio”, destacou Falcão.

O delegado-geral de Polícia Civil, Josué Rocha, disse que o trabalho de escavação do túnel de 18 metros com 90 centímetros de diâmetro, levou três dias, com revezamento dos internos. “O plano deles funcionou numa espécie de linha de produção, com a utilização de um enxadeco e uma pá de ventilador, adaptada para retirar a terra”, disse Josué Rocha.

‘Reincidente’

Segundo o delegado titular da DRCO, Sandro Sarkis, Falcão também já esteve no presídio do Estado de Amapá, onde cumpria pena por roubo. “Lá Falcão é conhecido como “Tatu”, pois executou um plano semelhante ao ocorrido no Compaj”, comentou. O delegado revelou ainda que Falcão, também foi o mentor do assalto na joalheria Natural Pedras Preciosas, no Centro. “Ele apenas articulou toda a operação, mas não chegou a participar da ação”, explicou.

As prisões feitas pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) ocorreram entre a manhã e tarde de quarta-feira, nos bairros de Petrópolis, Zona Sul e São Jorge, na Zona Oeste, onde moravam os acusados.

Assalto foi idealizado por ‘Falcão’

Além de Genival Moraes, o “Falcão”, foram presos os irmãos Dieique da Silva Souza, 20, e Dione da Silva Costa, 22, conhecido como “Playboy”, apontado como autor do tiro que matou o empresário Marcelo Chaves, segundo imagens e depoimento de testemunhas que o reconheceram.

Segundo a polícia, Dione executou o empresário com um tiro à queima-roupa, na cabeça. Também foram presos Evenly dos Santos Meirelles, mulher de Dione, e André Sandro Amanajas Jardim, 37, o “André Cabeludo”, acusado de conduzir a motocicleta usada no assalto à joalheria.

A quadrilha foi autuada por latrocínio (roubo seguido de morte), formação de quadrilha, receptação e associação para o tráfico de drogas. Esta última acusação é referente a uma porção de droga apreendida com a mulher de Dione, que seria comercializada.

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