Sexta-feira, 03 de Julho de 2020
SALDO POSITIVO

Mercado imobiliário aquece em Manaus e prevê grande faturamento em 2019

Rendimento do 1º semestre de 2019 já corresponde a 80% de todo o faturamento de 2018. Imóveis com até 50 m² e na faixa de até R$ 180 mil lideram as vendas



show_1077012_A4B774B6-4473-44EF-8F9F-0BAE70D436E6.jpg Foto: Arquivo/AC
30/07/2019 às 16:26

A retomada de recursos para financiamentos imobiliários e a concessão de juros mais baixos aqueceu o mercado imobiliário de Manaus. Pesquisa do primeiro semestre de 2019 aponta que o faturamento do setor imobiliário de R$ 486,1 milhões corresponde a mais de 80% do rendimento obtido em todo o ano 2018, quando a receita correspondeu a R$ 603 milhões.

“Em relação ao anos de 2014, 2015 e 2016, o crescimento tem sido bastante. O ano de 2019 tem apresentado um saldo positivo de contratações e em termo de crescimento a nossa projeção é de 55%, em relação a 2018. Os juros mais baixos, maior financiamento ao setor imobiliário e a queda da taxa Selic vai fazer com que o juros baixe. A reforma da previdência e tributária que devem ser aprovada este ano e o grau de confiança do investidor e do comprador é maior”, declarou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza.



De acordo com a pesquisa elaborada pelo Sinduscon-AM e pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas (Ademi-AM), divulgada nesta terça-feira, no início do ano a projeção de crescimento era de 32%, equivalente a R$ 794 milhões, no entanto nos cinco primeiros meses a estimativa aumentou para 55%, cerca de R$ 933,6 milhões.


Números da pesquisa foram apresentados por representantes do setor imobiliário na manhã desta segunda-feira (30). Foto: Márcio Silva

Até maio deste ano o setor faturou R$ 389,1 milhões com o acréscimo de R$ 86,7 milhões, comparado ao mesmo período de 2018. Em junho, o mercado registrou R$ 97 milhões de rendimento.

Segundo levantamento, o padrão econômico (imóvel com até 50 metros quadrados e na faixa de valores de até R$ 180 mil) continua liderando as vendas de imóveis residenciais no primeiro semestre. Das vendas no segundo trimestre deste ano, 736 unidades vendidas foram do padrão econômico, sendo a tipologia de dois dormitórios com a maior participação. Unidades com até 50 metros quadrados é a escolha prioritária do consumidor.

A pesquisa apontou o índice de estoque ofertado de imóveis no Amazonas de 11% e os bairros mais procurados para a compra foram o Tarumã e Lago Azul (Zona Norte), Planalto e Ponta Negra, na Zona Centro-Oeste. Para o segundo semestre deste ano, o setor estima o lançamento de mais quatro unidades imobiliários na capital.

Contratações

No Amazonas, a Construção civil tem um momento favorável. O setor nos últimos doze meses, empregou 13.311 pessoas, demitiu 11.758 e ficou com um saldo de 1.553, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A contratação deste ano é totalmente positiva. Coisa que não aconteceu em 2018 quando se registrou números negativos, entre admissão e demissão, e isso mostra que o mercado está em evolução. O saldo positivo de contratações tende a aumentar em virtude da previsão de mais quatro lançamentos imobiliários na capital. Na verdade, o imobiliário é que mais contrata, então quanto mais lançamentos mais contratações”, explicou o presidente do Sinduscon-AM acrescentando que o verão é caracterizado pela época de execução das obras,  outro fator para aumento das vagas de emprego.

Destaque

O volume de recursos destinados pelo sistema financeiro para financiamentos imobiliários e construção de imóveis atingiu 33,7 bilhões reais no primeiro semestre deste ano, considerado o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O volume representa um aumento de 33,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Personagem

“É a realização de um sonho”, afirmou Rafael Guedes, de 30 anos, bancário e estudante de contabilidade, sobre o apartamento que vai morar com a esposa Taciana a partir de setembro. Eles vão experimentar pela primeira vez a sensação de morar na casa própria.

“Atualmente, moro na casa que é de propriedade da minha mãe. Na minha atual residência não tenho essa liberdade. É um sonho antigo ter um lugar que eu pudesse chamar de meu. Em maio, assinamos o contrato de compra do residencial. Chegamos a ver outras opções, todavia não foram viáveis”, disse.


Rafael e Taciana vão realizar o sonho de morar na casa própria pela primeira vez. Foto: Divulgação

De acordo com o bancário, a localização e as condições oferecidas para aquisição do imóvel foram determinantes para escolha do casal. “Nosso propósito sempre foi morar em um local que não fosse tão distante do nosso local de trabalho. Apesar de pouco, eu sempre quis utilizar o FGTS para abater o valor da entrada. Decidimos parcelar uma parte da entrada do imóvel junto à construtora e financiar 80% do valor restante através da Caixa Econômica”, explicou o estudante.

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Repórter de A Crítica

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