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Mercado Municipal Adolpho Lisboa abre as portas com apenas 20% dos boxes abertos

Noprimeiro dia de funcionamento, população lotou os corredores da obrarecém-inaugurada; Prefeitura afirma que equipamentos estão chegando aos poucos 25/10/2013 às 07:43
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Inicialmente o mercado abrirá de 6h às 18h; a Prefeitura vai reforçar a segurança à noite para prolongar o funcionamento
Jaíze Alencar ---

No primeiro dia de funcionamento, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa abriu as portas para o público às 7h30 com apenas 20% dos boxes em atividade. Por causa da festa de inauguração ocorrida na madrugada de dessa quinta-feira (24), e o atraso na entrega de alguns equipamentos, poucos permissionários estavam a postos para receber os manauaras.

“Temos de 15 a 20% dos boxes ocupados e todos os dias os equipamentos vão chegando e os boxes vão abrindo, dentro de mais alguns dias o mercado vai estar em funcionamento total”, afirmou o secretário municipal do Centro, Rafael Assayag.

Do lado fora, a ansiedade tomava conta das pessoas. A dona de casa Raimunda Ferreira, 56, chegou cedo e ficou aguardando abrirem os portões. “Eu estava contando os dias para entrar no mercado. Cheguei aqui às 6h30 e me deparei com os portões fechados, queria ter entrado logo ao menos para ver”, contou.

Às 7h30, a população começou a adentrar o mercado pelo portão principal da rua dos Barés e, logo em seguida, os que aguardavam pela rua Lourenço Braga aos fundos do mercado.

O aposentado Dorval Costa, 70, queria ser um dos primeiros. “Tenho muitas recordações desse lugar, todos os dias eu vinha às 4h30 vender saco de papel e eu comecei quando tinha seis anos”, conta.

Ao entrar pelo mercado, o aposentado José Oliveira Amazonas, 80, parou e ficou admirando a estrutura do mercado, relembrando quando tinha 18 anos e ajudava o pai. “Foi como se tivesse passado um filme na minha cabeça! Está igualzinho ao Adolpho Lisboa dos anos 50, quando meu pai trabalhava vendendo frutas e estivas. Claro que mais moderno, mas praticamente tudo preservado”, disse.

A esposa dele, Ila Amazonas, 74, lembra que aos 13 anos, costumava ir com a família à missa na Igreja Nossa Senhora dos Rémedios e ao final, eles tomavam mingau no mercadão. “Era uma delícia! Uma tradição! Quem sabe agora as pessoas possam recuperar esse costume e eu espero que tanto a população quanto os feirantes, possam preservar e cuidar deste local, que nos traz tão boas memórias, além de ser um monumento histórico”.

Acompanhando o casal, Maria José Rebello, 79, e Lídia Ferreira, 62, saíram do Parque 10, Zona Centro-Sul para provar o mingau.

Reclamações fazem parte da abertura

Apesar de poder entrar, fotografar e até comprar algumas lembrancinhas, alguns visitantes criticaram o novo mercadão. O aposentado Florisvaldo Raimundo Silva, 69, disse que saiu de casa para tomar café da manhã no local e não conseguiu. “Assim como eu várias outras pessoas trouxeram a família para cá. Acho que poderiam ter organizado melhor essa reabertura”.

O professor de biologia, Waldir Teixeira, 57, disse que a história está sendo rasgada, mas que é preciso fazer um resgate organizado. “A divisão de alimentos tem que ser bem feita senão, os clientes vão ficar perdidos, dando voltas, fora os turistas que precisam de placas em língua estrangeira”, disse.

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