Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
Galpão fechado?

Mesmo antes de ser reinaugurado, Terminal da Cachoeirinha recebe críticas

Estudante de Arquitetura e Urbanismo criticou o estilo “galpão fechado”, que causaria “efeito tipo estufa” devido a vedação das laterais (sem ventilação), acrescido do calor e da forte poluição dos ônibus



hfghfghfghfgh.JPG Um dos detalhes observados por A Crítica é que o novo terminal não possui uma saída de emergência de segurança (Foto: Evandro Seixas)
15/07/2016 às 21:49

Mesmo antes de ser reinaugurado, o Terminal de Integração 2 (T2), que fica localizado na rua Manicoré, bairro da Cachoeirinha, Zona Sul, está recebendo críticas da população devido sua nova estrutura. Uma das principais reclamações é que a obra passou a ser de teto fechado, o que faria com que os usuários do transporte coletivo ficassem à mercê dos gases dos escapamentos oriundos dos ônibus, o que resultaria em doenças.

Outro detalhe observado por A Crítica é que o novo terminal não possui uma saída de emergência de segurança. Por exemplo: se um coletivo incendiar dentro do novo T2, em meio a vários outros ônibus, para onde o passageiro vai se direcionar para escapar? 



‘Galpão fechado’

“O principal ponto é justamente a escolha da tipologia de estrutura adotada, um galpão fechado, para abrigar pessoas. Isto é desrespeitoso com milhares de pessoas que ali estarão submetidas a forte poluição. Mesmo adotando alguns matérias para amenizar o forte calor, causado pelo forte sol, as telhas metálicas ainda são inapropriadas para nossa região; sei que adotaram telhas “térmicas”, provavelmente as do tipo sanduíche,  com isolamento térmico”. As criticas são do estudante de Arquitetura e Urbanismo Keyce Jhones, que manifestou sua preocupação em um post na rede social Facebook. 

Ele completa que a edificação foi completamente vedada nas laterais,  sem deixar muito espaço para a ventilação cruzada, a altura da cobertura foi aumentada, mais a altura ainda continua a provocar  um efeito tipo estufa, abafando o interior.

“É preciso provocar a exaustão (retirada) do ar quente e da poluição do interior. Isso se faz com um bom projeto de conforto ambiental,  que preza sobre a qualidade interna da temperatura da edificação”, salienta o estudante. 

Questionado sobre qual obra seria melhor para aquele espaço da rua Manicoré, Jhones ressalta que não vê, para o local, “uma obra condizente,  para quem depende de tempo e conforto; é preciso pensar e pesquisar exaustivamente, soluções adequadas à nossa região,  com abrigos de ônibus bem estudados e de qualidade arquitetônica em seu projeto”.

Fiscalização

O acadêmico frisa que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-AM) deveria fiscalizar a obra, visto, segundo ele, que este tipo de projeto precisa passar por arquitetos experientes para avaliar e propor soluções, não apenas tratar como uma obra de reforma.

“Também citei o Ministério Público, para avaliar as questões de qualidade ambiental das obras, visto que a preocupação é justamente o que ninguém quer, voltar a sentir calor infernal nesta área. Então, quais foram as medidas compensatórias adotadas para minimizar os impactos de vizinhança e ambiental?  Construir, ou reconstruir um terminal de ônibus causa importantes impactos na região,  o que foi feito, o MP pode avaliar isto, junto com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo”, completa ele.

‘T2 não dará transtorno’

Por meio de sua  assessoria, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), pasta responsável pelo projeto do novo terminal, informou que o mesmo foi “elaborado com iluminação e ventilação zenital que é uma técnica bastante utilizada com a intenção de fazer com que a luz e a ventilação natural penetre no ambiente através das grandes aberturas criadas na cobertura, laterais e frentes do terminal, não causando nenhum transtorno para a população”. Vale considerar, diz o órgão em nota oficial, “ainda a altura do pé direito de 8,00 m que facilita a trocar de ar e iluminação dentro do T2”.

A SMTU informa que o projeto de arquitetura foi elaborado com duas plataformas medido 5,00m de largura por 150,23m de comprimento, mais a pista de rolamento de 10,05m. Diante desse espaço físico é possível afirmar, garante o órgão, “que o T2 possui rotas de fuga dentro das normas vigente. Além disso, até o final das obras, será executado o projeto de combate de incêndio elaborado dentro das normas do Corpo de Bombeiros.

A Prefeitura de Manaus anunciou que o terminal, cujas obras iniciaram em junho de 2015, será inaugurado no final deste mês. A obra está na fase final com a concretagem das entradas da nova estrutura.


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