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Mesmo com proibição, continua venda de celulares sem nota fiscal

A proibição aconteceu logo depois de uma operação que apreendeu mais de 300 celulares sem comprovação de origem 23/12/2015 às 21:29
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Sem a devida fiscalização, a venda de aparelho celular, principalmente na avenida Eduardo Ribeiro, se tornou comum
luana carvalho ---

Nem a operação realizada pela Secretaria de Segurança Púbilca (SSP), há três meses, conseguiu fechar o cerco contra o mercado negro dos eletroeletrônicos. Entre centenas de vendedores ambulantes que, mesmo sem as bancas, continuam atuando na avenida Eduardo Ribeiro, também estão os vendedores de celulares sem nota fiscal.

A proibição aconteceu logo depois de uma operação que apreendeu mais de 300 celulares sem comprovação de origem. Segundo a própria SSP, a maioria dos produtos são roubados. Ontem, A CRÍTICA esteve no Centro de Manaus e flagrou o comércio irregular livremente. As vendas acontecem a poucos metros dos policiais militares e dos guardas metropolitanos que fazem a ronda nas ruas do Centro.

Na avenida Eduardo Ribeiro, principal via de circulação do Centro, o número de vendedores de celulares parece ter aumentado neste final de ano. Enquanto eles gritam, oferecendo os celulares, policiais e guardas civis passam por eles e parecem não se importar com o crime.

“Eles voltaram já faz é tempo. É muito comum as pessoas comprarem celulares com eles e muitas vezes são enganadas. A maioria é roubado ou falsificado”, revela uma vendedora de uma loja próxima do local onde eles se reúnem.

Um dos ambulantes, que se identificou apenas como Júnior, contou que o smartphone que está sendo mais vendido ultimamente é o Moto G, da Motorola. Quando questionado se eles também vendiam iPhone, ele respondeu que “é mais difícil vender”. Isto porque um celular da marca iPhone pode ser facilmente rastreado. “Não temos celulares dessa marca porque é complicado. Mas um que está tendo muito saída e que é muito bom, é o Moto G”, disse.

O modelo mais recente da marca está custando, nas lojas, pouco mais de mil reais. No mercado clandestino, eles chegam a cobrar R$ 500 pelo lançamento.

Proibição

Em março deste ano, cinco suspeitos de vender celulares roubados no Centro foram presos. Seis meses depois, uma operação apreendeu aproximadamente 300 celulares roubados. No mesmo período, o o secretário de segurança pública Sérgio Lúcio Fontes, prometeu que mais ações rigorosas para coibir a ação criminosa seria realizada constantemente.

“Nós vamos combater esse crime com ações intensas, mas precisamos da colaboração da população no sentido de registrar Boletim de Ocorrência (BO) todas as vezes que tiver o celular roubado ou furtado”, disse Fontes, na ocasião.

‘Operação Centro Seguro’

Em torno de 133 aparelhos celulares e oito tablets sem comprovação de origem (nota fiscal)  foram apreendidos no dia 24 de setembro deste ano, durante mais uma edição da “Operação Centro Seguro”, da SSP-AM, em parceria com a Prefeitura de Manaus. A fiscalização ocorreu em lojas e bancas de camelôs localizadas entre os trechos da rua Quintino Bocaiúva e entorno da Praça Tenreiro Aranha.


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