Terça-feira, 02 de Junho de 2020
DISCORDÂNCIAS

Mesmo impedido, Josué Neto força leitura de expediente sobre impeachment

O deputado ignorou o questionamento de outros parlamentares sobre o seu impedimento de conduzir o processo, já que seria o próximo na linha sucessória, caso a denúncia de impeachment seja recebida



josu__FC1BC448-FBDB-441B-8104-6C5F5410D636.JPG Foto: Reprodução/Internet
12/05/2020 às 11:11

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado Josué Neto (PRTB), forçou, na manhã desta terça-feira (12), a leitura do expediente com as duas denúncias por crime de responsabilidade contra o governador e vice-governador e ignorou o questionamento de deputados sobre o seu impedimento por ser o próximo na linha sucessória, caso a casa legislativa receba a denúncia de crime de responsabilidade.

A deputada Alessandra Campelo (MDB) questionou a Josué Neto se ele submeteria ao plenário o seu pedido de impedimento do deputado Saullo Vianna (PTB). Josué seguiu tentando ler o expediente, mas foi atrapalhado por deputados da base.



Citando o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Neto explicou que não iria se declarar impedido porque não estaria “julgando o governador” e que isso é o trabalho da Comissão Especial do Impeachment, a qual “não vou fazer parte”, disse.

Desde o início da sessão virtual, os deputados batem boca e ainda não alcançaram um consenso sobre a leitura das denúncias. O deputado Carlinhos Bessa (PV) sugeriu que a sessão seja suspensa para que a legalidade do procedimento adotado por Josué seja analisado juridicamente pela Procuradoria da Casa.

“Concursado aqui da Casa, da Procuradoria, me assegurou que o impedimento tem que ser votado”, exigiu a Alessandra.

Fausto Júnior (PRTB), que tenta ler o expediente a pedido do presidente, reclama que Alessandra Campelo atrapalha a sessão e que “tenta ganhar no grito”.

O cerne da disputa que paralisa a leitura do expediente é a apreciação pelos deputados do parecer de Ilmar Galvão, ex-presidente do STF, e o professor Jorge Galvão, que defende que o processo não pode ser conduzido pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM),  já que este seria o principal beneficiado pelo resultado do processo em caso de confirmação do impedimento.


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