Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Testemunhas de caso que apura denúncias de irregularidades e abuso de autoridade serão ouvidas hoje pelo Ministério Público (Foto:Jander Robson)
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CASO OMAKI

MPM apura irregularidades e abuso de autoridade no Comando do 7º Batalhão

Documento lista uma série de irregularidades praticadas pelo comandante Ricardo Yoshiyuki Omaki e o subcomandante Raul José Vidal Junior


25/08/2017 às 09:16

Quatro novas testemunhas da denúncia que apura  irregularidades e abuso de autoridade no Comando do 7º Batalhão da Polícia do Exército (BPE) devem ser ouvidas hoje pelo Ministério Público Militar (MPM). Os depoimentos acontecem um mês depois que as novas testemunhas foram arroladas no processo. Em junho, outras 13 testemunhas foram ouvidas pelo órgão no sentido de levantar informações para oferecer ou não a denúncia à Justiça Militar. O caso segue em segredo de Justiça. 

Um documento encaminhado ao Ministério Público lista uma série de irregularidades praticadas pelo comandante do BPE, Ricardo Yoshiyuki Omaki, e o subcomandante, Raul José Vidal Junior. As denúncias indicam desde o uso de viaturas  do quartel para benefícios pessoais, como para passeio em boates, até a utilização do consultório odontológico por civis, que não possuem nenhuma ligação com o Exército Brasileiro no Amazonas. 

A esposa do comandante Omaki, Lucinei Omaki, que é dentista, seria, segundo o documento, a pessoa que realizava consultas de seus pacientes particulares no consultório do quartel, tudo com o consentimento do marido. Lucinei Omaki não é militar.

A lentidão no andamento do procedimento no MPM  preocupa militares da instituição. Eles afirmam que algumas testemunhas ouvidas no procedimento inicial foram coagidas pelo comandante e subcomandante da BPE e temem que o processo seja postergado e as irregularidades fiquem impunes. 

“Há um mês que essas novas testemunhas foram arroladas, e só agora foram chamadas pelo Ministério Público. Nos primeiros depoimentos, houve caso de testemunhas que receberam ligações um dia antes do depoimento do comandante e subcomandante. Esse caso não pode ficar impune”, contou uma testemunha ouvida pela reportagem de  A CRÍTICA. 

Outra preocupação dos militares é que o comandante seja transferido para   outra missão, dentro ou fora do País, antes mesmo do tempo previsto. Conforme fontes  ouvidas por A CRÍTICA, veicula-se no quartel que a passagem de comando de Omaki para outro comandante no início do mês de dezembro, quando a previsão para que a mudança acontecesse era em janeiro de 2017. 

“Eles estão se protegendo porque ter um comandante de quartel denunciado pelo MP não é bem visto nas Forças Armadas. Então, a ideia é passar o comando antes para evitar que ele seja denunciado enquanto é o comandante da BPE”, disse a testemunha. 

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Processo está no MPM

Procurado por  A CRÍTICA, o Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que o processo investigatório está a cargo do Ministério Público Militar (MPM). Segundo o CMA, o tenente-coronel Omaki foi transferido para o Comando de Operações Terrestres (Coter), em Brasília-DF, de acordo com o Aditamento da DCEM “1A” ao Boletim do DGP nº 082, de 21 de julho de 2017, dentro do período normal de movimentações de oficiais, não havendo antecipação de movimentação ou exoneração. As datas de passagens de comando das Organizações Militares ainda não foram definidas pelo Comandante Militar da Amazônia.

Denúncia cita dez ‘infrações’

A denúncia foi protocolada  em junho. O documento cita pelo menos dez irregularidades praticadas pelos chefes do batalhão.  Conforme a denúncia, Ricardo Omaki autorizou que a esposa dele exercesse a profissão de dentista no consultório da unidade e usasse os materiais odontológicos para atender pacientes particulares. 

Os militares relatam que a esposa do comandante realizava as suas consultas na unidade em dias sem expediente e que, nos dias que havia expediente, Lucinei utilizava o consultório apenas na hora do almoço. 

O subcomandante Raul José Vidal Junior é citado no documento como a pessoa que fazia a “escolta” da esposa de Omaki para evitar que a guarda a impedisse de entrar no batalhão. A denúncia também afirma que Lucinei tinha autorização do comandante para utilizar todos os materiais odontológicos para atender os pacientes dela.

Outra irregularidade apontada na denúncia é a utilização de viaturas e motoristas militares para atividades pessoais.

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