Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
EM MANAUS

"Não é possível que isso continue", diz ministro, sobre presos armados no Compaj

Para Alexandre Moraes, é preciso um maior controle e separar os detentos de acordo com a periculosidade de cada um, ‘e não por grupos’. "Presídio não é de facção"



665.JPG O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, esteve em Manaus por conta da rebelião no Compaj (Foto: Antonio Menezes)
03/01/2017 às 14:34

 “Nas imagens foi possível ver que os presos não só tinham celular, como tinham armamento branco, facões, pedaços de pau e também arma de fogo. Não é possível que isso continue”. A declaração é do ministro da Justiça Alexandre Moraes, que durante a manhã desta terça-feira (3) visitou o Complexo Penitência Anísio Jobim (Compaj), onde no último domingo aconteceu o segundo maior massacre da história do sistema prisional brasileiro.

O ministro concedeu entrevista coletiva nesta manhã, destacando o Plano Nacional de Segurança, que segundo ele vem sendo construído juntamente ao secretários penitenciários desde maio do ano passado.  “Desde 31 de maio que fiz reuniões com todos os secretários possamos dar sequências implantação do Plano Nacional de Segurança, em que um dos tópicos é pra mudar a mentalidade errada de achar que a questão do presídio não é questão de segurança pública”.

Para o Ministro, é preciso um maior controle e separar os detentos de acordo com a periculosidade de cada um, “e não por grupos”. “Presídio não é de facção, é do poder público. Devem ser separados por periculosidade, deixar lideranças isoladas e evitar que informações entrem e saiam de presídios por meio de bloqueadores.

Na última terça-feira (2), os detentos do sistema prisional do Amazonas que são apontados como integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos para a Cadeia Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, que já havia sido desativada por falta de estrutura física. A transferência foi determinada pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) como forma de isolar os membros do PCC dos rivais da Família do Norte (FDN), acusada de comandar o massacre.

“Sem condições para analisar falhas”

Questionado se houve falhas na inteligência da segurança pública do Estado, uma vez que haviam documentos com alertas sobre a rebelião, Alexandre respondeu que “não tem condições para essa rápida análise”. “E nem foi esse o motivo que me trouxe aqui, de analisar eventuais falhas. Essas falhas, se houve acertos ou erros, serão analisadas por órgãos competentes. O mais importante é a união de esforços de todos os poderes a nível estadual e federal para que possamos dar sequência ao plano”, completou.

O ministro comentou, ainda, que teve uma conversa com o delegado responsável pela investigação e se colocou a disposição para qualquer auxílio da polícia federal. “Ele garantiu que até o final de semana deve indicar quais lideranças para que possamos realizar as transferências”.

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