Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
#Heshilleyquerviver

Mobilização pelas redes sociais pede ajuda para criança obter recurso para cirurgia

Família faz campanha para arrecadar até R$ 100 mil e salvar a vida da pequena Heshilley Maria Alves, de 2 anos.



14/08/2016 às 10:00

A pequena Heshilley Maria Alves, de apenas dois anos e nove meses, teria uma vida normal se não fosse a dificuldade de respiração pelas chamadas vias aéreas superiores. Ela, contudo, nasceu com uma doença rara: estenose subglótica congênita. A doença causa uma má formação nas vias respiratórias, que além de dificultar a respiração da menina, também a impede de falar. A doença só foi descoberto após o nascimento dele, em Altamira, no Pará.

Os pais de Heshilley, Carlos Alberto Araújo, 27, e Avanir Alvez, 23, contam que o tratamento da filha é delicado e ela precisa passar por uma cirurgia para poder respirar normalmente e, superada essa fase, aprender a falar. No entanto, o procedimento não é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a família decidiu criar uma campanha nas redes sociais para angariar recursos e levá-la para Curitiba (PR) em busca do atendimento especializado, feito em hospital particular da capital paranaense.



O movimento #Heshilleyquerviver foi criado há 45 dias e por meio  de redes sociais, como o Facebook e o Youtube, os pais dela buscam apoio para conseguir o valor em dinheiro que será utilizado para arcar com as despesas do hospital e também do pós-operatório, que será feito com uma equipe multidisciplinar de profissionais.

 

Custos

Uma das cirurgias que a pequena Heshilley precisa fazer está marcada para o 28 de setembro, mas Carlos e Avanir precisam ter arrecadado até lá R$ 55 mil para pagar as despesas. “Nós estamos buscando ajuda de todas as formas. Seja pelas redes sociais, ou na base da conversa com as pessoas. Não podemos perder essa oportunidade porque é a única chance da Heshilley ter um pouco mais de qualidade de vida”, disse o pai da garota.

O procedimento que a criança necessita fazer é a “laringotraquioplastia por acesso torácico”. A dona de casa Avanir Alves, mãe da menina, sonha em ouvir a filha falar pela primeira vez e espera que a campanha #Heshilleyquerviver possa ajudá-los a chegar ao objetivo maior de garantir uma vida plena para ela. “Temos distribuídos folhetos pelas ruas, como no Centro e Ponta Negra, e sempre tem alguém que ajuda com alguma coisa. Mas precisamos de mais ajuda porque é sempre muito difícil conseguir arcar com todas as despesas para ela”, comentou.

 

Uma guerreira

Segundo a família, a pequena Heshilley já se mostrou bastante guerreira. A menina chegou a passar um ano e sete meses no hospital e nesse período, chegou a ficar seis meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Desde o seu nascimento, a criança sofreu três  paradas cardiorespiratórias, e chegou a fazer quatro cirurgias. Uma delas foi a traqueostomia, que consiste na abertura de um orifício na traqueia e na colocação de uma cânula para a passagem de ar, e assim, a menina poder respirar.

 

Busca foi iniciada em Altamira

A família da Heshilley não é amazonense. Eles vieram do município de Altamira, no Pará, em busca de auxílio especializado.  Eles chegaram a mover ações na justiça paraense para conseguir o tratamento na criança, mas até hoje eles aguardam decisão judicial.  “Nós viemos para cá porque temos parentes aqui e pensávamos que, talvez, o atendimento por aqui fosse mais fácil”, explicou Carlos Alberto.  De acordo com especialistas, a  estenose subglótica é responsável por 12% das obstruções de origem congênita. As estenoses congênitas são raras e de etiopatogenia obscura e deve-se à formação de um tecido fibroso e espessado entre as cordas vocais e a região cricoide, o que ocasiona uma redução das vias respiratórias.

 

Contatos diretos

A capamanha  #Heshilleyquerviver está no Facebook e Youtube. Para ajudar basta entrar em contato pelos telefones 99517-1977 e 99532-9417.  A família necessita de R$ 55 mil para arcar com  as despesas da equipe e o procedimento cirúrgico  em Curitiba, no mês que vem. Mas esse valor pode chegar a R$ 100 mil, tendo em vista os acompanhamentos multidisciplinares que ela precisará no pós-cirurgia.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.