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Manaus
segurança pública

Monitoramento com câmeras em Manaus está abaixo da meta

Apesar das parcerias terem ampliado o número de câmeras de 260 para 400, a expectativa da SSP era fechar 2016 com mil 22/10/2016 às 18:28 - Atualizado em 23/10/2016 às 09:49
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CICC e Ciops foram fundidos e os trabalhos foram otimizados. Anteriormente, os sistemas que operavam separados. Foto: Márcio Silva/Arquivo AC
Kelly Melo Manaus (AM)

A Secretaria Executiva Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (Seagi) da Secretaria de Segurança Pública (SSP)  reconhece que ainda é necessário aumentar a capacidade de monitoramento da cidade por câmeras eletrônicas.  Hoje, pouco mais de 400 câmeras - entre as que fazem parte do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e as parcerias público-privadas -  estão instaladas em vários pontos de Manaus. 

No  início do ano, a SSP anunciou  que mais de mil equipamentos eletrônicos estariam interligados  ao sistema (via termo de cooperação)  para realizar o monitoramento dos quatro cantos da capital até o fim do ano, mas a desistência de algumas empresas inviabilizou a meta até o momento. 

Apesar disso, o secretário da Seagi, Dân Câmara, afirma que o sistema integrado que o Estado possui hoje permite não só reduzir o tempo de resposta para as ocorrências policiais, mas também auxilia as investigações, com a consulta ao banco de dados de imagens. 

“O sistema de monitoramento é usado em prol da segurança 24 horas  e mesmo quanto temos grandes eventos, esses recursos impactam diretamente na segurança da cidade. Quando implantamos uma câmera em um local, em um primeiro momento, inibimos que o crime aconteça. Em um segundo momento, destacamos a força de segurança mais rápido para atender a ocorrência e, por último, é utilizado pela Polícia Judiciária para elucidar crimes, como os casos de homicídios”, destacou. 

Segundo Dân Câmera, mensalmente, 80 ocorrências são visualizadas pelas câmeras do CICC e do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).  Janeiro foi o mês que teve o maior índice, com 107 ocorrências visualizadas. “Em todos essas situações, assim que o problema é visualizado, destacamos as viaturas mais próximas para que a ocorrência seja atendida no menor tempo possível”. 

O secretário disse que há estudos sendo feitos para aumentar a capacidade de armazenamento das imagens geradas via Ciops/CICC. Hoje, a consulta ao banco de imagens só pode ser feito em até nove dias, o tempo em que elas ficam disponíveis. “A capacidade do sistema é de nove dias e, a medida que esse tempo passa, novas imagens são armazenadas. Existem trabalhos para aumentar essa capacidade, mas é um trabalho que exige investimento e vai demorar um pouquinho”. 

O delegado Ivo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), afirmou que o banco de dados do sistema é  uma ferramenta de trabalho que faz parte do dia-a-dia das investigações. “[A ferramenta] pode permitir a identificação de pessoas e de veículos por ventura utilizados em crimes”, exemplificou.

Imagens são cedidas

O banco de imagens do sistema de monitoramento também é utilizado também por pessoas físicas, principalmente em casos de acidente de trânsito.  Por mês, 150 consultas são realizadas. Conforme o secretário Dan Câmara, o serviço é feito gratuitamente, mas o interessado deve apresentar o boletim de ocorrência e um DVD para obter as imagens solicitadas.

30 câmeras Full HD

O  Sistema Integrado de Comando e Controle  tem 262 câmeras de segurança, sendo que 30 delas são modelos mais atuais, que transmitem as imagens em Full HD. “Além dessas câmeras, temos as que foram integradas ao sistema por meio de parcerias com empresas de vigilância, Secretaria da Administração Penitenciária, Secretaria de Estado da Fazenda e até no porto e área de interesses dos portos alfandegados. Atualmente, são cerca de 400 equipamentos que fazem esse monitoramento  durante 24 horas”, ressalta Dan Câmara. 

“E para otimizar esse monitoramento, também houve a fusão do Ciops com o CICC. Hoje, ambos pertencem ao mesmo sistema integrado. Anteriormente, tínhamos dois sistemas que operavam separados, mas agora há essa integração e os trabalhos foram otimizados, para focar na segurança da cidade. Temos grande eventos, grandes operações, mas a nossa prioridade é o cotidiano da cidade”, disse.

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