Domingo, 21 de Julho de 2019
CICLO DAS ÁGUAS

Monitoramento hidrometeorológico indica descida do nível do Rio Negro

Após atingir 29,42 metros no último dia 23, o nível do rio na capital já baixou 13 centímetros em uma semana 



rio_4BDB074E-089E-4C55-8E37-F7878A5970BB.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
02/07/2019 às 20:52

O rio Negro, em Manaus, está baixando aos poucos. É o que indica o Boletim de Monitoramento Hidrometeorológico da Amazônia Ocidental, divulgado na última segunda-feira pelo Serviço Geológico do Brasil - CPRM. Segundo o boletim, o rio reduziu seu nível em 13 cm nos últimos dias, indicando o provável início de vazante. Ontem, a cota do rio no Porto de Manaus estava em 29,29 m.

De acordo com a gerente de hidrologia do CPRM, Jussara Cury, o período da vazante dura, em média, 130 dias. “A cota (de 29,29 m) indica que o rio já baixou 13 cm, mas ainda está no período de estabilização da descida para entrar no período de recessão. A ausência de chuvas acelera a descida em Manaus”, explicou ela, se referindo às poucas chuvas dos últimos dias de junho (com exceção de ontem), ressaltando que os principais impactos da vazante estão relacionados com o transporte fluvial nos rios menores (por serem mais estreitos).

Interior

O início da vazante também já começa a ser percebido no interior do Amazonas, como aponta o boletim do CPRM. Em Humaitá (distante a 590 quilômetros de Manaus), por exemplo, o rio Madeira se encontra em processo considerado normal de vazante, registrando um descenso de 61 cm nos últimos dias.

Já no município de Manacapuru (distante 68 quilômetros da capital), na bacia do Solimões, o rio reduziu seu nível em 10 centímetros nos últimos 10 dias, quando atingiu o provável pico da cheia desse ano.

Segundo levantamento da Defesa Civil do Amazonas, que tem levado ajuda humanitária às famílias atingidas pela cheia desde o início do ano, 28 municípios decretaram estado de emergência. 

Na primeira fase da “Operação Enchente 2019”, 15 municípios das calhas do Juruá, Purus e Madeira foram atendidos pelo órgão. Ao todo, 13.436 famílias receberam ajuda humanitária, como cestas básicas, kits de higiene pessoal, mosqueteiros, colchões, jogos de cama etc. A segunda fase da “Operação Enchente” está em processo de planejamento e pode iniciar ainda na primeira quinzena de julho.

Prejuízos econômicos

No último dia 21, A CRÍTICA mostrou que a enchente dos rios da região provocou, até então, R$ 60,6 milhões em prejuízos para os produtores agrícolas do Amazonas, conforme estimativa do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Idam).

Segundo o levantamento, a banana é a cultura mais afetada, com perda de produção que resultam em mais da metade desse montante (R$ 33,4 milhões). Em seguida vem a macaxeira, com perda de R$ 12,3 milhões, e a mandioca (farinha) R$ 8,2 milhões.

Quinze municípios, 13 deles em Emergência, registraram perdas, sendo que Borba, Novo Aripuanã e Manicoré, na calha do rio Madeira, são os que tiveram maior prejuízo (R$ 22,6 milhões, R$ 18,6 milhões e R$ 8,3 milhões).

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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