Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
Manaus

Moradores acusam obra do TRT de segregar avenida para estacionar carros

Para evitar que a mão da via retorne a ser utilizada como corredor de veículos, vários cones com a identificação do TRT são expostos no local



1.png Cones demarcam a via exclusiva para o estacionamento dos carros de funcionários do Tribunal Regional do Trabalho.
21/07/2015 às 21:51

Desde que o prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), localizado na rua Visconde de Porto Alegre, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Centro-Sul, iniciou um processo de reforma, funcionários e até mesmo operários da obra ocupam uma faixa da via como estacionamento irregular. O problema ainda se estende para as ruas adjacentes da corte.

Para evitar que a mão da via retorne a ser utilizada como corredor de veículos, vários cones com a identificação do TRT são expostos no local.



Nesta área, que serve como o estacionamento irregular aos funcionários, existem várias placas informativas que indicam a proibição de estacionar.

O autônomo Vicente Matias, morador antigo do bairro, contou que o problema é rotineiro. “Não há horários, todos os dias vários veículos ficam estacionados neste local que é proibído e além de atrapalhar o trânsito também prejudica a vida do pedestre, pois são obrigados a andarem em risco quase no meio da rua”, contou.

Vicente disse que o estacionamento irregular ocasiona congestionamento, pois quase não há espaço para os veículos transitarem na rua Visconde.

“O lado esquerdo da via está completamente tomada por um estacionamento viciado, e agora temos o do TRT do outro lado, só sobra um pequeno espaço para briga de pedestres e veículos”, explicou.

O autônomo relatou que mesmo após o expediente a mão da via que serve como estacionamento para os carros dos funcionários e operários do TRT não é liberada, pois são colocados os cones além de uma fita para evitar que o local seja liberado.

“É um absurdo que um órgão público ser o primeiro a dar mão exemplo para a sociedade, o mais estranho é saber que o próprio prédio do tribunal possui um estacionamento, mas não utilizam, pois os carros ficam todos foras”, disse.

O morador disse que a situação piora quando aparecem os caminhões com o material de construção que param na via e levam horas para despachar o material.

“O pior que eles não respeitam ninguém. Não querem saber se pode ser deixado o material na via ou se há algum pedestre passando na hora em que estão despejando o material de construção”, reforçou.

O Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região disse que possui a devida autorização do órgão competente para o estacionamento em frente ao prédio-sede, na Praça 14 de janeiro.

No prédio, vagas só para magistrados

Um funcionário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que preferiu não se identificar, contou que dentro do prédio existem um estacionamento rotativo, e bem amplo, mas que ele é destinado para os desembargadores.

“Os funcionários sabem que no estacionamento do edifício, só os desembargadores que podem utilizar, os demais, precisam buscar outros lugares para estacionar”, disse o funcionário.

Ele explicou que o tribunal havia encaminhado um ofício para o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização no Trânsito (Manaustrans) para pedir autorização de uso da via e que aguardava um retorno do órgão.

O Manaustrans informou que  fiscalização no local é realizada diariamente por agentes do trânsito que cumprem a lei, de acordo com a sinalização instalada no local. Ou seja, quem estiver estacionado em local proibido será notificado.

Compromisso

O tribunal informou que desde setembro de 2008, quando aconteceu um incêndio, o prédio foi para perícia e depois reformado, para somente no final do ano passado ser entregue e voltar às suas atividades judiciais. No entanto, o TRT11 se comprometeu em ir ao órgão competente para verificar a permissão outrora concedida com o propósito de revalidá-la.



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