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Manaus
PREJUÍZOS

Moradores bloqueiam avenida em protesto após forte chuva nesta segunda (27)

Moradores do conjunto Alfredo Nascimento fecharam avenida Grande Circular cobrando apoio da prefeitura. Alagações causaram dezenas de prejuízos aos moradores 27/02/2017 às 16:36 - Atualizado em 27/02/2017 às 16:37
Rita Ferreira Manaus (AM)

Moradores do conjunto Alfredo Nascimento, Zona Norte de Manaus, fecharam a avenida Grande Circular 2 para protestar contra a falta de atenção da Defesa Civil Municipal após forte chuva que caiu na cidade na tarde desta segunda-feira (27). Segundo populares, muitas ligações foram feitas, mas eles não conseguiram contato com o órgão.

Durante o temporal, dezenas de famílias viram suas casas alagadas e tudo o que tinham se estragar em meio a lama e água que transbordou no Igarapé, localizado no conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, Zona Norte da cidade.

A idosa Clarice Ferreira da Câmara, de 64 anos, ficou com água até a cintura. Na casa 6A, na rua 1, no mesmo conjunto, ainda moram mais cinco crianças e três adultos. De acordo com a família, em 2008, a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) fez o cadastro para que eles fossem removidos, mas até agora eles esperam pela casa nova.

A dona de casa Sandra Gonçalves da Silva, 37, que mora na rua Salmão, também no conjunto Francisca Mendes, precisou pedir ajuda de vizinhos para retirar o filho de 10 meses que estava dentro d’água.

Chuva

A chuva no início da tarde desta segunda-feira deixou ruas inundadas e moradores isolados em Manaus. No Nova Cidade, na Zona Norte da capital, as ruas Maracaibo e Liverpool, localizadas próximo ao Igarapé do Passarinho, estão entre as mais prejudicadas.

Veículos ficaram impossibilitados de trafegar devido a altura que chegaram as águas durante os quase 30 minutos chuvosos.

“A água batia pela nossa cintura, não tinha como tirar o carro do lugar. Ainda bem que a força das águas não foi suficiente para levar nenhum carro desses. Mas ficamos sem ter como sair de casa”, disse a oficial de Justiça Lena Gadelha.

As casas dos moradores ficaram alagadas e alguns deles tiveram prejuízos com equipamentos eletrônicos queimados e perda de móveis.

“Foi um desespero, tudo mundo correu para se ajudar e suspender o que deu dentro de cada, na tentativa de salvar o que fosse possível”, conta Lena. Segundo ela, um dos principais problemas são os bueiros do bairro. “Estão todos abertos, cada esquina tem um praticamente. Eles entopem e acontece isso. Ainda corre o risco de uma criança cair ai e morrer”, disse.

Na Comunidade Alfredo Nascimento, as chuvas deixaram muitas casas debaixo d´água assim como no Mutirão. Até o momento, a Defesa Civil do Município informou que três ocorrências de alagação foram registradas. Não há registro de feridos ou mortos.

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