Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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INVASÃO

Moradores cobram resposta para ocupação irregular na Zona Norte de Manaus

Área verde localizada no conjunto Renato Souza Pinto tem sido desmatada por invasores. Prefeitura informou que área está sendo monitorada


28/05/2018 às 07:12

Moradores do conjunto Renato Souza Pinto 2, na Zona Norte, pedem ajuda dos órgãos ambientais para conter ocupação irregular em área verde da localidade. De acordo com eles, a situação na rua C se arrasta há pelo menos cinco anos e nos últimos dois meses se agravou com a ação de novos invasores que queimam e desmatam a área, que é de ocorrência de diversos animais, incluindo o sauim-de-coleira, primata ameaçado de extinção.

Equipe de A CRÍTICA esteve no local no mês passado e de lá para cá novos barracos foram construídos. A alegação dos ocupantes é a falta de condições financeiras para pagar aluguel.

Os moradores do conjunto por sua vez dizem que não entendem como a ocupação segue em ritmo acelerado sem a intervenção dos órgãos ambientais. “Desde que três casas de alvenaria foram construídas na área verde que há uma ordem de desocupação que até agora não foi cumprida. Ninguém entende o porquê”, disse um morador do conjunto, que pediu para não ser identificado por temer represálias.

Conforme ele, nos últimos dois meses outros barracos foram construídos na área verde e temem que a situação fique fora do controle. “O problema é que cada dia que se passa é construído mais um barraco, daqui a pouco não vão poder mais tirar esses invasores. Isso nos deixa indignado, pois não fazem uma ação para retirá-los. Isso está nos prejudicando. Tem pessoas estranhas subindo e descendo do conjunto. Queremos o mínimo de sossego de antes”, afirmou o morador.

De acordo com o funcionário público aposentado José Nunes,60, o “tormento” na localidade iniciou há pelo menos cinco anos, quando um policial militar comprou um lote desse terreno, que, segundo ele, nem poderia ser vendido por estar situado em uma área de proteção permanente (APP).

Os donos das 240 casas do conjunto assinaram um abaixo-assinado que pede a reintegração de posse do terreno em questão e que órgãos como o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) foram acionados para que alguma ação no local fosse realizada, mas  não agiram.

O Ministério Público (MP-AM), segundo moradores, entrou com uma ação pedindo a demolição e reintegração da área, mas os invasores continuam no local.

‘Não estou aqui porque quero’

Quando A CRÍTICA esteve na ocupação, em 26 de abril, a equipe conversou com uma moradora da área que mora no local há cinco anos. Ela pediu para não ser identifica e contou que o marido comprou um terreno que mede 12m de largura por 60m de comprimento que, segundo ela, foi vistoriado pelo Implurb: “Se fosse irregular eles nem teriam vindo aqui, mas vieram e disseram que está tudo certo. Nós temos a documentação da casa, do terreno, da compra. Nós estamos longe do igarapé”.

Com a justificativa de que não tem casa própria e nem condições de pagar o aluguel de uma, a dona de casa Dyenna Simões, 28, invadiu e construiu um quarto com um banheiro dentro, há dois meses. “Eu já tinha tentado invadir em 2014, mas não deixaram. Mas eu não desisti, esse ano voltei e consegui. Eu não estou aqui por quero, eu invadi porque preciso de um lugar para morar com meus filhos”, disse há época.

Área está sendo monitorada, diz prefeitura

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) informou que a área em questão está sendo alvo de monitoramento constante por parte dos órgãos da Prefeitura de Manaus e do Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap), do Governo do Estado, tendo em vista existirem no trecho invadido áreas verde, institucional (de responsabilidade municipal) e áreas pertencentes à Superintendência Estadual de Habitação (Suhab).

Da parte municipal, conforme a Semmas, está em trâmite na Procuradoria Geral do Município (PGM) o pedido de reintegração de posse. Os ocupantes foram notificados a saírem do local. “Está marcada uma nova visita a área pelos Gipiap e demais órgãos envolvidos. Esse monitoramento inclui ações de retirada de piquetes utilizados para demarcar novos lotes de invasão”, disse em nota.

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