Sábado, 20 de Abril de 2019
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Manaus

Moradores continuam padecendo sob obras inacabadas da avenida das Flores, em Manaus

Após quase três anos desde o início das obras, prevista para ser concluída em março de 2014, moradores convivem com o caos e descaso


10/04/2015 às 10:02

As obras inacabadas dos trechos 3 e 4 da avenida das Flores, no Conjunto Galiléia 2, bairro Cidade Nova, Zona Norte, tem causado transtorno aos moradores da área. Na placa da construção consta que ela deveria ter sido concluída no dia 16 de março deste ano. No entanto, depois de quase três anos, desde o início das obras, os trabalhos estão paralisados e prejudicando quem trafega pelo local.

“Essa obra de mobilidade urbana que efetivamente reduziria os congestionamentos está abandonada, e além de não servir ao seu fim, a construtora ainda destruiu os dois braços da avenida Tenente Roxana e interditou completamente uma das vias. A construção não saiu da terraplanagem”, reclama o técnico em edificações, Luciano Valente, 32.

O asfalto da avenida Tenente Roxana está cheio de buracos e em dias de chuva é impossível trafegar pela via por conta das alagações e do perigo iminente de acidentes. Sem calçadas ou sinalizações, pedestres precisam se arriscar passando em meio às “cortinas de poeira” que se formam todas as vezes que um veículo grande passa pelo local, que também é uma continuação do igarapé do Passarinho.

“Alguns moradores já estão tendo problemas respiratórios. Duas linhas de ônibus que antes atendiam a comunidade também pararam de circular. Precisamos de uma obra complementar, recuperando as vias prejudicadas e reduzindo o impacto aos moradores”, comenta.

Enquanto as obras estão abandonadas, construções irregulares estão sendo feitas no local. “Tiraram todas as casas por onde vai passar a avenida, mas já tem vários moradores avançando. Tem uma igreja que está aumentando as instalações e invadindo até a área verde”, conta a dona de casa Rosa Souza, 47, moradora do Galiléia 2.

Invasões

Em outros trechos da construção existem invasões às margens da nova via. No conjunto Cidadão 12, ainda na Zona Norte, uma invasão ilegal com uma placa de “área indígena” abriga pelo menos 40 famílias desde o ano passado. A equipe de A CRÍTICA também flagrou construções de igrejas próximas à futura avenida. Em algumas partes foram instaladas traves de futebol para crianças brincarem. “As crianças aproveitam para jogar bola, já que não tem máquinas e nem operários na obra”, contou a aposentada Joaquina Ribeiro, 56.

‘Transtornos comuns’, diz Seinfra

A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) informou que 40% da obra já foi concluída e que “lamentavelmente esses transtornos são comuns”. A nova previsão pra conclusão, segundo a secretária, é para março de 2016. “A equipe está se esforçando ao máximo de modo a ocasionar o mínimo possível de prejuízos aos moradores da área por influência da obra”, esclareceu a Seinfra por meio de nota. Ainda de acordo com a pasta, os serviços de compactação do solo em andamento não podem ser realizados por conta da chuva. “A umidade não combina com esse tipo de trabalho. A determinação é que assim que haja condição climática o ritmo da obra seja retomado, principalmente nas áreas mais sensíveis, como esta em questão, por conta do comércio e do tráfego de veículos”. A Seinfra ressaltou que o trajeto inteiro da avenida está aberto e só não está recebendo revestimento asfáltico em razão das chuvas constantes que prejudicam o solo. “A secretaria pede a colaboração dos moradores no sentido de que entendam que esses transtornos são inevitáveis e que está trabalhando para reduzir o impacto dos mesmos”, diz a nota.

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