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Moradores convivem com dejetos sanitários e pedem socorro do poder público em Manaus

Convivendo meses com esgoto dentro de casa, devido entupimento de caixa de coleta, moradores de vila procuram alternativas para problema ser resolvido 22/09/2014 às 10:25
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Dezenas de protocolos com solicitação de serviços da Manaus Ambiental na área da vila na Joaquim Nabuco, sem que nada tenha sido feito
Ana Celia Ossame ---

Há mais de quatro meses sofrendo com o transbordamento de fezes da caixa de esgoto dentro da área ocupada por uma vila de casas, na rua Joaquim Nabuco, 966, por conta do entupimento da caixa de coleta geral que passa na rua, moradores estão pedindo socorro tanto da concessionária Manaus Ambiental quanto da Prefeitura de Manaus. Um casal de idosos, Roberto Silva, 75, e Antoniete Ribeiro, 68, relata estar adoentados com tanto mal cheiro que os obriga a manter portas e janelas fechadas o tempo inteiro para amenizar a entrada do odor. “Esperamos providências que a Manaus Ambiental diz ser nossa, mas o entupimento está na tubulação da rua, cheio de pedras e detritos, não temos mais como suportar”, desabafou Roberto.

O problema não é novo, mas sempre era resolvido pela antiga Cosama, depois sucedida pela Águas do Amazonas. “Quando entupia e começava a entrar água de fossa dentro da nossa casa, pedíamos providência e éramos atendidos. Agora, eles dizem que como é dentro de casa que escorre, não tem nada a ver com eles, mas o problema é com a canalização da rua que está entupida”, afirma Roberto, que mora no local há 70 anos e disse nunca ter se sentido tão mal como agora. Com a saúde fragilizada, seu Roberto junta as mãos e pede pelo amor de Deus para que a Manaus Ambiental envie uma equipe para retirar os entulhos e detritos que estão entupindo a caixa de esgoto existente na rua Joaquim Nabuco, em frente à vila de casa, no número 966. “Temos que andar sobre pedras e quando chove, sair de casa porque alaga tudo”, disse.

PROTOCOLOS

Com inúmeros papéis de protocolos de atendimento na Manaus Ambiental, pedindo providências, segundo relatou seu Roberto, que resolveu pedir socorro na imprensa por estar com a saúde abalada. “Já são vários meses nessa agonia”, disse ele. “Além de cocô, entra tudo que é sujeira dentro do quintal de casa, como bicho morto”, acrescentou.

Outra moradora da vila, Rose Chaves, 48, também reclama do problema que, na sua situação, é pior, pois tem um bebê recém-nascido em casa. Nos dias piores de fedor, ela diz ser obrigada a levar a criança para a casa de parentes com medo que sofra e adoeça por conta do mau cheiro. “Nós abrimos a tampa da caixa de esgoto e vimos que está entupido fora do terreno, não tem como não ser um problema para a Manaus Ambiental resolver”, afirmou a moradora.

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