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Manaus
CONJUNTO KÍSSIA

Imprudência faz crescer número de acidentes graves em cruzamento no Kíssia

O último acidente grave ocorreu na última segunda-feira, quando o condutor, que trafegava pela rua Virola e, segundo moradores, não respeitou a sinalização 31/05/2017 às 15:17 - Atualizado em 31/05/2017 às 15:18
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Apenas no ano passado, os moradores contabilizaram 18 acidentes graves. (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Álik Menezes Manaus

A imprudência de motoristas coloca em risco a segurança e vida de pessoas no cruzamento entre as ruas das Acácias e Virolas, localizado no conjunto Kíssia, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Moradores apontam o aumento de número de acidentes graves nos últimos meses que já até recebeu o apelido de “cruzamento das tragédias”. Eles cobram a instalação de redutores de velocidade antes que algo pior aconteça. 

O último acidente grave ocorreu na última segunda-feira, quando o condutor, que trafegava pela rua Virola e, segundo moradores, não respeitou a sinalização,  atravessou a rua das Acácias e colidiu contra outro veículo e atingiu uma casa de esquina. Segundo o dono de uma das casas do cruzamento, o aposentado Helder Vieira, os acidentes são rotina na via. Ele atribui a situação à imprudência dos motoristas e a falta de fiscalização e ações educativas por parte do Instituto Municipal de Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).

“Toda semana acontece algum acidente porque ninguém respeita nada. Os caras que descem pela Acácias, têm a preferência, mas andam em alta velocidade, e os que vêm pela Virolas acham que têm a preferência e não param. Nesse último acidente, um dos carros bateu próximo do meu portão e por uma fração de segundo não atropelou uma vizinha que estava caminhando”.

Apenas no ano passado, o aposentado contabilizou 18 acidentes graves, um até com capotamento, e a maioria atingindo o muro da casa dele. De janeiro a maio desse ano, os moradores testemunharam pelo menos oito acidentes por causa da imprudência de motoristas. “Cansei arrumar essa estrutura de concreto aqui da esquina para tentar impedir que eles avancem nas calcadas, atropelem pessoas e colidam contra meu muro. A situação é grave, já está insustentável”,  afirmou ele. 

Segundo o comerciário Antônio Jurandir, 59, os acidentes acontecem, geralmente, nos horários em que as pessoas estão indo para o trabalho ou voltando, e nos horários de entrada e saída de alunos de uma escola localizada na rua das Acácias. “São os horários que eles (motoristas) estão mais apressados e andam em alta velocidade. Se já não respeitam essas placas quando estão com calma, imagina com pressa”, disse. 

Para o comerciário, além da imprudência, faltam fiscalização e novas medidas para reduzir a velocidade nas vias do bairro, antes que uma tragédia envolvendo mortes acontece. “Falta fiscalizar e punir esses motoristas, só vai mudar quando eles sentirem no bolso. O meu maior medo é que alguém morra aqui. Será que alguém precisa morrer para que eles tomem uma atitude?”, questionou  Jurandir.

Resposta da Prefeitura 

Para os moradores, o Instituto de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) deveria instalar redutores de velocidade como “quebra-molas” e, nos momentos de maior fluxo de veículos, enviar agentes para monitorar, orientar e multar os condutores infratores.  O Manaustrans informou  ficou enviará uma equipe de técnicos para verificar a situação do local e fará os levantamentos necessários para a boa fluidez e  à sinalização.

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