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Moradores de conjuntos da Zona Norte de Manaus pedem socorro

Conjuntos Galileia 1 e 2, na Zona Norte, estão com logradouros, inclusive o Igarapé do Passarinho, em estado de abandono 16/01/2015 às 21:05
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Nas margens do Igarapé do Passarinho, o mato vai tomando conta de todos os espaços desordenadamente, enquanto no leito é grande o volume de lixo
NELSON BRILHANTE ---

Mato, lixo, falta de iluminação pública, passarelas em condições precárias, buracos, mau cheiro e muita insegurança. Esta é a realidade vivida pelos moradores dos conjuntos Galileia 1 e 2 e bairros adjacentes, divididos pelo abandonado Igarapé do Passarinho, na Zona Norte de Manaus.

Nos conjuntos são inúmeros os casos de bueiros sem tampa, de buracos e mato tomando conta das ruas, além de postes com lâmpadas queimadas. Os moradores reclamam de vários casos de assaltos relâmpago e abordagens rápidas ao longo de todo o calçadão do igarapé, muito por conta da escassez parcial ou total de iluminação pública. Para ser mais exato, são 12 postes sem iluminação, com todas as lâmpadas queimadas.

Anderson Gil Cunha, 45, morador do Galileia 1, não esconde a indignação com o estado em que se encontra a região, principalmente com as margens do Igarapé do Passarinho. Anderson Gil relata que, diariamente, cerca de 150 pessoas utilizam o calçadão em três períodos diferentes para fazerem suas caminhadas e treinos e sofrem com o mau cheiro que exala do igarapé. “Muita gente que caminhava ou corria por aqui já se afastou ou procurou outros locais para a prática de seus exercícios, devido a tantos problemas. O período chuvoso, além da falta de controle do mato, já provocou até o surgimento de caramujos africanos, que podem ser vistos quase todos os dias a partir de 18h. As autoridades precisam ver isso”, alerta o denunciante.

O motorista Paulo Roberto Lasmar, 43, morador da Rua Mar Vermelho, Galileia 1, reforça a falta de segurança e de manutenção no conjunto.

“O posto policial mais perto fica no bairro Nova Cidade. São raras as vezes que o Ronda no Bairro passa por aqui. Enquanto isso, os assaltantes, usando motos, fazem a festa. A gente paga os impostos, mas não somos ressarcidos pelo poder público. Quem manda limpar a pracinha somos nós”, reclama Lasmar.

A doméstica Gerlinda Mota, 45, moradora do Galileia 2, lembra que a orla do igarapé era limpa a cada três meses pela Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), mas há muito mais tempo a área não recebe a presença de uma equipe do órgão. “Nunca mais apareceram”, lamenta a moradora.

População tem ‘culpa no cartório’

Apesar de todos os problemas serem verificados nas áreas públicas, não dá para culpar apenas as autoridades pelo conjunto de problemas urbanos que assolam os bairros Galileia 1 e 2. Por irresponsabilidade de alguns moradores, restos de material de construção e lixo são jogados em vários trechos do Igarapé do Passarinho, próximo ao calçadão, naquela que deveria ser uma bela e conservada área verde.

O motorista Paulo Roberto Lasmar, morador do Galileia 1, reconhece que o caminhão coletor de lixo passa todos os dias nas ruas do conjunto, mas não tem a obrigação de recolher o que é jogado, aleatoriamente na orla do igarapé. “Infelizmente, tem muita gente que contribui para essa situação. O pior é que, jogando lixo na rua e no igarapé, eles dão motivos para a prefeitura deixar de cumprir com sua obrigação com a limpeza pública”, lamenta Lasmar.

Ronda

A maioria dos entrevistados por A CRÍTICA fez questão de denunciar a pouca frequência das viaturas do Programa Ronda no Bairro nas ruas dos conjuntos Galileia 1 e 2. O mais comum é, em caso de necessidade, a guarnição policial ser chamada, via telefonema. A escuridão tem facilitado a ação dos assaltantes, principalmente na orla do igarapé.

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