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Moradores de Manaus cobram sinalização de área do Encontro das Águas tombada pelo Iphan

Um dos organizadores da reunião que vai ocorrer nesta quinta-feira (14), Valter Calheiros, disse que como o tombamento é “um fato consumado”, o Iphan precisa cumprir com seu dever de proteger o bem. 14/08/2013 às 18:11
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Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, fenômeno que foi tombado como patrimônio cultural e material pelo Iphan
ACRITICA.COM ---

Moradores do bairro Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus, querem o balizamento e a sinalização da área tombada do Encontro das Águas pelo Instituto do Patrimônio Nacional Histórico e Artístico (Iphan). A proposta será apresentada em uma reunião com a Superintendente do Iphan no Amazonas, Sheila Campos, que acontece nesta quinta-feira (15), a partir de 9h, no Clube de Mães Ruth Moura (avenida Getúlio Vargas, 1422, Praça Tancredo Neves), Colônia Antônio Aleixo.

Um dos organizadores da reunião desta quinta-feira, Valter Calheiros, disse que como o tombamento é “um fato consumado”, o Iphan precisa cumprir com seu dever de proteger o bem. “Queremos discutir o processo de sinalização desse patrimônio contemplando em sua forma a participação efetiva da comunidade nos limites demarcatória que encerra o tombamento do nosso encontro das águas”, disse Valter.

Segundo a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Sheila Campos, o projeto de sinalização encontra-se em andamento. “O projeto está em análise desde 2012. Já passamos pela etapa de coleta de autorização dos proprietários das áreas privadas e também das que estão sob domínio do Poder Público. Entraremos agora na fase de confecção de dez placas para iniciar a demarcação”.

Tombamento

O encontro das águas (rio Negro e Amazonas) foi tombado com patrimônio cultural e natural em 2010 pelo Iphan. O tombamento, contudo, foi questionado pelo governo do Amazonas, que entrou na justiça pedindo a anulação da decisão do Iphan. A justiça federal no Amazonas acatou, mas a decisão foi derrubada em instância superior, em Brasília. Atualmente, o assunto tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ano passado, o ministro Dias Toffoli, concedeu liminar requerida pelo procurador-geral da República impedindo o início de obras na região do Encontro das Águas dos Rio Negro e Solimões, no Amazonas. Em 2008, a área hoje tombada foi requerida pela empresa Lajes Logística, braço da Vale, para a construção de um porto de cargas, conhecido como Porto das Lajes.

Encontro das Águas

O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água negra, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus.

Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 28°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 22°C.

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