Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Manaus

Moradores de prédio interditado na Vila Amazonas vivem em estado de precariedade

Os inquilinos têm um prazo de 48 horas para alugar ou arrumar uma nova moradia. As pessoas vivem expostas ao risco, no meio do esgoto aberto, paredes com infiltração, rachaduras nas paredes e passagens



1.jpg Prédio apresenta diversos problemas estruturais
11/02/2013 às 14:57

Moradores de um prédio com quitinetes na rua Jorge Berg, localizada na Vila Amazonas, receberam na manhã desta segunda-feira (11) a visita de uma equipe da Defesa Civil Municipal, que interditou parcialmente o prédio de três andares do qual uma das lajes cedeu  na noite de domingo (10). A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), também esteve no local, orientando as famílias sobre o procedimento de saída da área.

No local, aproximadamente 30 famílias residiam e pagavam um aluguel de R$ 350. Os moradores vivem expostos ao risco, no meio do esgoto aberto, paredes com infiltração e rachaduras nas paredes e passagens, parapeitos apoiados em madeiras de perna-manca e fios de energia desencapados à mostra.  Os inquilinos têm um prazo de 48 horas para alugar ou arrumar uma nova moradia.

De acordo com a dona de casa Renata Barbosa, 23, ela vive há 3 anos com o marido e três filhas no local e sempre reclamou para o proprietário das inúmeras infiltrações nas paredes e tetos da pequena quitinete.

“Eu não tenho para onde ir com a minha família, o meu marido saiu para vender DVDs para tentarmos conseguir o dinheiro e alugar uma casa em outro lugar”, disse.

Em todos os quartos, o esgoto passa por dentro da cozinha e exala um forte odor constantemente. Nas quitinetes localizadas no segundo e no terceiro andar do prédio, os canos ficam expostos e os dejetos acabam caindo em um córrego formado ao lado do prédio. Durante as chuvas, todas as casas do primeiro piso ficam alagadas. Veja fotos aqui.

“Eu não posso nem abrir a minha janela por causa do esgoto jogado das casas de cima. Aqui fede demais e os moradores já pediram para o dono reformar o local, mas ele só quer o pagamento do aluguel”, relatou a auxiliar de cozinha Iza Oliveira, 32, que mora no prédio com o marido e dois filhos. Iza disse ainda que a família já ficou doente com doenças respiratórias por conta do mofo dentro dos quitinetes e micose ocasionada pelo esgoto exposto.

Segundo o proprietário Carlos Gomes, 60 anos, uma reforma completa estava prevista neste ano e, agora, o próximo passo é ressarcir o pagamento dos aluguéis realizados este mês e ajudar no transporte dos móveis. Questionado sobre os problemas apontados pelos moradores, o proprietário preferiu não se pronunciar.

Um laudo realizado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil deve sair até a próxima quinta-feira (14) e deve apontar se a interdição da propriedade será parcial ou total. A Semasdh e a Defesa Civil se prontificaram em ajudar os moradores com o transporte na mudança dos móveis das famílias, que devem procurar um novo local para viverem.

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