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Manaus
Habitação

Moradores de residencial cobram conclusão de obras inacabadas desde 2012

Com faixas e cartazes, residentes do local aguardam há 4 anos um posicionamento após a paralisação da construção; Caixa Econômica informa que articula uma "solução adequada" para o problema 27/07/2016 às 08:00
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Morador do Residencial Verona Premium usa nariz de palhaço durante o protesto na BR-174 / Fotos: Euzivaldo Queiroz
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A insatisfação com as obras inacabadas do Condomínio Verona Premium fez com que cerca de 50 moradores do empreendimento fizessem uma manifestação na manhã de ontem, em frente ao residencial localizado no quilômetro 1 da BR-174, na avenida Professor Paulo Graça, nº 1302. A via foi interditada parcialmente, sendo liberada para alguns veículos em intervalos de 10 em 10 minutos. 

O ato iniciou por volta de 9h e teve o objetivo de pressionar o agente financeiro Caixa Econômica Federal (CEF) para que, ao menos, desse um posicionamento de quando as obras de conclusão do residencial serão retomadas, uma vez que os trabalhos estavam previstos para serem entregues em dezembro de 2012, porém, paralisaram sem nenhuma explicação após a Construtora Premium Empreendimento ter desistido da obra e decretado falência em 2014.

Os moradores reclamam, também, que continuam pagando taxas de obra mesmo sem o condomínio estar concluído totalmente. “Queremos obter uma posição da Caixa Econômica pois estamos cansados de buscar explicações e não ter solução para o problema. Mais de 300 famílias de um total de 1.168 que adquiriram a obra estão esperando por essa conclusão”, disse Jandira Muniz, síndica do condomínio e uma das manifestantes.

Há moradores que residem no local mediante ordem de liberação expedida pela Justiça.

A CRÍTICA apurou que outra preocupação dos residentes no local são os constantes saques nos imóveis ainda não habitados do Verona Premium.

Outro lado

Questionada sobre a manifestação dos moradores em relação ao Residencial Verona Premium, por meio de nota a assessoria de imprensa da Caixa Econômica esclarece que o empreendimento se configura como “operação de mercado, e conforme a lei nº 4.591/64 (Lei de Condomínios e Incorporação Imobiliária), nessas operações o banco atua como agente financeiro, não cabendo as responsabilidades de construtor, vendedor ou incorporador”.

A autarquia salienta que “acionou o seguro garantia vinculado a operação de financiamento da produção e articula uma solução adequada com a participação da seguradora”.

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