Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
SAÚDE PRECÁRIA

Moradores denunciam falta de médicos e remédios em UBS no Mauazinho, em Manaus

Segundo moradores, não há material para curativos e apenas um médico estaria atendendo todos os pacientes. Prefeitura nega ausência de profissionais



manifesta.JPG (Foto: Winnetou Almeida)
24/07/2018 às 12:11

Moradores do bairro Mauazinho, localizado na Zona Leste da cidade, denunciam que o serviço de atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade está completamente prejudicado. Segundo os comunitários, que fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (24), em frente à unidade, falta remédios, médicos, produtos de limpeza, material para curativos e exigem a substituição de boa parte dos funcionários que atendem na UBS.

Segundo o presidente da associação de moradores do bairro, Verilson Santos, de 41 anos, os moradores do Mauazinho, Parque Mauá e Vila da Felicidade dependem do atendimento da UBS, mas estão sendo prejudicados e humilhados sempre que chegam ao local para buscar atendimento.

“A população chega para ter atendimento de saúde e acaba sendo destratado pelos funcionários que se acham os donos de tudo, se acham na razão de atender de qualquer forma como se estivessem sendo obrigados”, disse.

Além da insensibilidade no atendimento por parte de alguns funcionários públicos, segundo o presidente da comunidade, os moradores do bairro também sofrem com a falta de medicamento e material básico para o atendimento.

“O atendimento não está bom, está horrível, os funcionários não respeitam os usuários, são grosseiros e falta de tudo nessa unidade, não tem remédio e material básico”, disse.

Ausência de médicos

Além de falta de material e remédios, os moradores afirmam que também estão sofrendo com a ausência de médicos. No quadro da unidade, quatro médicos deveriam prestar serviço, mas apenas um está atuando porque os outros três estão de férias.

“São apenas quatro médicos, mas três estão de férias, só tem um vindo. Não tiveram a consideração de colocar mais nenhum para substituir. Isso é um absurdo”, afirmou Santos.

A dona de casa Maria Fernanda Fonseca, de 41 anos, disse que desistiu de buscar atendimento na unidade básica de saúde do bairro. Para a moradora é humilhante chegar ao local e não ser atendida por falta de remédios.

“A gente chega lá para ter atendimento e não é bem recebido, bem atendido, é muito humilhante. Agora eu procuro o serviço em outro bairro ou faço um esforço para pagar no particular”, lamentou.

Novas manifestações

O presidente da associação de moradores do bairro, Verilson Santos, disse que, caso o apelo dos moradores não sejam atendidos, eles irão fazer novas manifestações em frente à UBS. “Nós não vamos parar enquanto não atenderem a demanda. Não veio ninguém da prefeitura aqui, mas a gente sabe que eles estão acompanhando nossas manifestações nas redes sociais”, disse.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que na manhã de desta terça-feira (24) a Chefe de Divisão do Distrito de Saúde Leste esteve na UBS do Mauazinho conversou com três líderes comunitários e usuários da Unidade. Segundo a nota, ela disse que explicou a eles que no quadro de RH há quatro médicos (três clínicos e um pediatra) dos quais um está usufruindo licença-prêmio e os outros estão ativos normalmente, mas que todos os usuários que estavam na UBS foram atendidos normalmente.

Com relação a medicamentos, a UBS só está fornecendo os de atenção básica porque não tem farmacêutico, o que impossibilita a dispensação de antibióticos e/ou medicamentos controlados. Quanto às reclamações referentes ao atendimento por parte de servidores, a diretoria da unidade fará um realinhamento com a equipe para reorientar sobre os procedimentos.

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