Terça-feira, 21 de Maio de 2019
DENÚNCIA

Moradores denunciam usina termelétrica em Manaus de colocar vidas em risco

Segundo eles, problemas como rachaduras nas paredes, tremor de terra, barulho, cheiro de gás e poeira têm causado transtornos, inclusive problemas respiratórios nos moradores



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Foto: Divulgação
30/03/2019 às 17:26

Problemas como barulho, tremor de terra, cheiro de gás e poeira têm atordoado moradores da comunidade Jardim Mauá, no bairro Mauzinho, Zona Leste de Manaus, por conta do funcionamento da Usina Mauá 3, pertencente à Eletrobrás Amazonas GT, situada no mesmo bairro.

Ao A CRÍTICA, o líder comunitário Fernando Sousa, 59, explicou que a usina é antiga e funciona há mais de duas décadas na região, mas que os problemas passaram ocorrer seis meses atrás a partir de quando a termelétrica passou funcionar por gás.

“O barulho tem incomodado muito os moradores, mas este é só o começo dos problemas. Na região onde estão as casas há um cheiro de gás muito forte e também tem uma espécie de pó, tipo poeira que adentra nas casas e tem causado muitos transtornos e, inclusive, problemas respiratórios em pessoas de diversas faixas etárias”, afirmou o líder comunitário.

‘Medo de desmoronamento’

O líder comunitário Fernando Sousa afirmou ainda que os tremores de terra têm deixado a comunidade apavorada. De acordo com eles, as residências têm apresentado rachaduras na estrutura física e estão sob risco de desabamento.

“Estamos sem paz. Com medo que o pior venha ocorrer com as casas dessas famílias. Precisamos com urgência de uma medida para solucionar este problema”, pontuou Fernando Sousa.

Resposta

Uma reunião entre os moradores foi realizada na manhã deste sábado (30) para tratar sobre o assunto, juntamente com representantes da Eletrobrás Amazonas GT. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, algumas demandas já foram atendidas hoje e outras devem ser respondidas ao longo desta semana. Já as demandas mais demoradas devem ser atendidas com o prazo de até 30 dias, pois, devem ser repassadas à ouvidoria da empresa.

“Estamos abertos para todos os tipos de diálogos e questões que envolvem a comunidade do Jardim Mauá”, pontuou a assessoria.

A assessoria ainda se comprometeu em enviar uma nota de esclarecimento à redação do A CRÍTICA na próxima segunda-feira (1).


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