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Moradores do bairro Pres. Vargas bloqueiam trecho da avenida Constantino Nery em protesto

Populares que moram à beira de igarapé, em áreas alagadas e de risco, reivindicam a inclusão de famílias em programas habitacionais do Estado. Cheia do rio promete ser grande em 2015 24/02/2015 às 13:04
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Moradores bloquearam a rua com mesas, cadeiras, colchões e pedaços de madeira
VINICIUS LEAL e luana carvalho Manaus (AM)

Um grupo de 20 moradores do bairro Presidente Vargas, “Matinha”, na Zona Sul de Manaus, bloqueou um trecho da avenida Constantino Nery, em frente ao Terminal de Ônibus 1 (T1), em protesto na manhã desta terça (24). A manifestação continua e complica o trânsito na via, um dos principais eixos viários da capital, que acumula congestionamentos que chegam a durar até 2 horas.

Eles utilizaram cadeiras, mesas, colchões e pedaços de madeira para interditar a via. Segundo o tenente Ronald Martins, da 24ª Companhia Interativa Comunitária, o bloqueio começou por volta das 6h desta terça-feira (24), causando retenção no trânsito e congestionamento desde este horário. Até 12h, o bloqueio continuava, e após negociação apenas a faixa azul, exclusiva para ônibus BRS, foi liberada.

Conforme o tenente, os moradores que moram à beira de um igarapé, em área alagadas e de risco, reivindicam a inclusão de famílias do bairro em programas habitacionais do Estado. A área passará por obras do Programa Social dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Os moradores relataram que a coordenação do Prosamim deixou de cadastrar algumas famílias no programa.

Conforme a polícia no local, os moradores têm medo de terem suas casas desapropriadas e derrubadas durante as obras, e de ficarem sem moradia. Em 2015, a subida natural das águas já começou e muitos municípios do Amazonas já decretaram situação de emergência. A cheia dos rios afeta geralmente moradores de palafitas e de casas em margens, como as famílias do bairro Presidente Vargas.

Negociação

Policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram acionados para conter a manifestação e ajudar agentes de trânsito do Manaustrans a trabalharem na fluidez da via. Soldados do Exército também foram ao local, mas em seguida foram embora. Um helicóptero da Polícia Militar também foi usado durante os trabalhos.

Após negociação com a PM, seis representantes dos moradores foram à sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, para tentar uma negociação sobre as reivindicações deles, sem definição de quem iriam recebê-los. Se a resposta fosse negativa para as reivindicações, o grupo fecharia a via novamente.

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