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Manaus
TUMULTO

Moradores do Centro de Manaus vivem momentos de pânico após tumulto na Vidal

Desde que foi reativada na última semana, quem mora nos arredores do presídio convive diariamente com o medo e com a falta de informação 09/01/2017 às 09:48 - Atualizado em 09/01/2017 às 09:50
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(Foto: Márcio Silva)
acritica.com Manaus (AM)

Moradores próximos a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, viveram momentos de tensão durante todo o domingo (8). Desde cedo, quem mora nos arredores do presídio, convive com o medo e com a falta de informação sobre o que aconteceu de fato durante a madrugada que vitimou quatro presos.

Para um mecânico, que preferiu manter a identidade em sigilo, é inaceitável a reativação da cadeia principalmente pela localização. "Desde ás 17h ouvimos estrondos, como se bombas tivessem sido soltas. É inaceitável essa cadeia ser em pleno Centro da cidade, numa área com tantas casas. Estamos desesperados, vivendo trancados com medo de que aconteça uma tragédia", revelou.

Uma dona de casa que mora no Prosamim do Mestre Chico e também preferiu não se identificar, revelou que está preocupada com uma possível fuga de detentos. "A gente vê nos jornais a todo o momento informações sobre mortos mas estou preocupada com relação a fuga. Estive passando logo cedo pela Ponte da Maués e policiais estavam fazendo uma revista em todos os carros, como se estivessem atrás de alguém. Desconfio que houve fuga e é lamentável que não divulguem essa informação", desabafou a dona de casa.

Em nota divulgada durante a  tarde, o Comitê de Gerenciamento de Crise afirmou que neste domingo quatro mortes foram confirmadas após rebelião na cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, durante a madrugada. A nota diz ainda, que há um interno em um hospital da cidade e dois que "não apareceram na contagem".

Presos levados ao hospital

Sete presos, feridos em motim na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa durante a madrugada, foram levados aos hospitais João Lúcio e 28 de Agosto na noite deste domingo, sem ferimentos graves. Os familiares, que fazem vigília em frente ao local, ouviram um barulho forte dentro da unidade por volta das 18h. Em seguida, foram chamadas quatro ambulâncias do Samu e o policiamento foi reforçado.

O Secretário de Administração Penitenciaria, Pedro Florêncio disse que não houve um novo motim e que os internos levados aos hospitais foram feridos no motim da madrugada deste domingo. "Os presos falaram que ficaram apanhando de outros internos e por isso precisaram ser removidos para hospitais. E pedimos apoio da Rocam para entrar e retirar os presos", comentou o secretário.

Crise

A crise no sistema penitenciário teve início na madrugada do último domingo (1), com a fuga de mais de 100 presos no Instituto Penal Antonio Trindade (IPAT) e o massacre de mais de 60 detentos no Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj). Desde o fatídico dia, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), fez as transferências de mais de 200 presos do Compaj para a Cadeia Pública.

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