Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
DIA DA ÁRVORE

Moradores do Cidade Nova falam sobre importância de Sumaumeira para o bairro

Árvore gigante foi a principal inspiradora para a proteção da área verde, a única UC estadual dentro da cidade



blogdoanote_mulateiro_15_14946660-F729-4135-A803-DE6604502570.JPG Foto: Divulgação
20/09/2019 às 21:25

Uma das maiores árvores da natureza, a Sumaúma é considerada um dos símbolos da Amazônia. Foi graças a ela que a primeira Unidade de Conservação (UC) estadual em área urbana foi criada, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado hoje, os moradores da região contam a importância da sumaumeira para a criação da área, que é um dos principais focos de trabalho da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) na capital.

A história do parque inicia quando os moradores do bairro Cidade Nova, unidos a grupos de voluntários de Fragmentos Florestais Urbanos, e com apoio da Assembleia Legislativa e de instituições governamentais, se mobilizaram para proteger a sumaumeira localizada em uma das poucas áreas verdes preservadas na cidade.



Para o presidente do Instituto Sumaúma e morador da Cidade Nova há 36 anos, Augusto Leite, a árvore foi o elemento que se destacou no meio da área verde pela sua altura, cerca de 40 metros, e fez com que os comunitários se mobilizassem para pedir a transformação do fragmento florestal em uma área protegida.

Criação

Responsável pela apresentação da proposta de criação do parque, Agenor Vicente relembra como foi o processo de identificação da área e mobilização das pessoas para apoiarem a criação da primeira área protegida na capital amazonense.

“Quando eu cheguei na Cidade Nova, nos anos 2000, eu vi que essa área verde estava no coração da cidade e podia ser transformada em um parque. Comecei, então, a fazer palestras no bairro e em outros lugares do entorno com o objetivo de  mostrar para a população que o parque serviria como uma escola viva para  a sociedade. A maioria das pessoas queria ajudar e apoiar a ideia, outros tinham medo de bichos, como cobras e aranhas, tão próximas das casas. Na época, não sabíamos de quem era a propriedade da área, se era da prefeitura ou do Estado. Realizamos eventos e tivemos apoio para identificar de quem era a terra e assim apresentarmos a proposta do parque”, ressaltou Agenor.

Criado em 2003, o Parque Sumaúma possui uma área de 52,62 hectares e abriga duas nascentes e um igarapé, além de flora e fauna do bioma amazônico, como o sauim-de-coleira, animal ameaçado de extinção devido a expansão da cidade.

Mudança de postura

Augusto Leite conta também que, ao longo de muitos anos, a Zona Norte  sofreu com ações de desmatamento por parte dos próprios moradores da região. “Muitos moradores não tinham interesse na criação do parque, já que tinham os seus quintais fazendo fronteira com o fundo da área verde. No início houve essa pressão, mas depois as pessoas abraçaram a ideia de preservar esse espaço”, disse.

Os comunitários hoje colaboram nas atividades de vigilância do parque e se articulam para promover ações com o Conselho Gestor do local com o objetivo de melhorar a infraestrutura do local e promover uma programação com palestras e trilhas.

Trilha será reaberta

Neste sábado (21), a Sema, em parceria com o Corpo de Bombeiros, o Instituto Sumaúma e Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN), realizará a reabertura da trilha que dá acesso à sumaumeira que dá nome ao parque. A ação, intitulada “Atitude Limpa”, prevê a participação de cerca de 120 estudantes da Fametro para a limpeza da trilha.

Publico volta após melhorias

O gestor do parque, André Passos, ressalta o envolvimento dos moradores nas atividades da unidade de conservação. “Nós temos muitos moradores e alunos de escolas próximas que vêm visitar o parque constantemente. Nesta gestão da Sema, buscamos aproximar os vizinhos do meio ambiente e ressaltar a importância da UC para a sociedade, que faz parte da defesa deste espaço”, afirmou.

Para o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, as melhorias na estrutura e programação no parque, bem como o apoio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), minimizaram questões como a invasão de áreas para uso de drogas. “Recebemos o parque, no início deste ano, com áreas comuns abandonadas e muitas denúncias de tentativas de invasão. Fizemos melhorias que estão reaproximando a população do parque, com reinauguração de espaços e funcionamento do parque aos domingos e feriados”, ressaltou Taveira.

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