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Manaus
RECLAMAÇÃO

Moradores do conj. Beija-Flor colocam placa e sofá na rua em protesto contra buracos

População da rua Ribeiro Junior, na Zona Centro-Sul de Manaus, coleciona pedidos de manutenção da via protocolados na Seminf. "Meu IPTU tá pago", diz trecho da placa 16/07/2018 às 06:00
Show buracos
Foto: Antônio Lima
Vanessa Marques Manaus (AM)

Cansados de esperar pelas obras de recapeamento das vias do bairro, moradores das ruas São Luiz, Acajuba e Ribeiro Júnior, no conjunto Beija-Flor, em Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, resolveram protestar para tentar conseguir chamar a atenção das autoridades sobre os problemas de infraestrutura da comunidade.

Na rua São Luiz, os moradores colocaram placas em cada buraco no asfalto com mensagens de protestos. André Lima, morador do bairro há mais de dois anos, conta que a iniciativa de fazer o protesto partiu dos próprios vizinhos. “Foram os próprios moradores que fizeram as placas e colocaram nos buracos, mas a situação está em quase todas as ruas do bairro. Tem ruas que o ônibus, caminhão de lixo, não entram mais”, afirmou.

Ele contou ainda que as placas começaram a ser colocadas em fevereiro e, conforme os buracos aumentam, novas placas foram surgindo. “Já faz tempo que os moradores entram em contato com a prefeitura. Enquanto isso, a gente vai pagando o prejuízo com pneus furados, suspensão do carro com problema”, reclamou.

Já na rua Acajuba, antiga rua C, os moradores contam que já entraram em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) por diversas vezes e que o órgão se compromete em incluir a via no cronograma de obras, mas que desde o ano passado não são atendidos.

Sofá no meio da rua

Os moradores da rua Ribeiro Junior colocaram um sofá e uma placa sinalizando um buraco na pista. Os moradores colecionam idas à Seminf e pedidos protocolados de manutenção do asfalto da via.

"Cansei de esperar pela Seminf. Agora é a sua vez de sentar, sr. prefeito. Fique à vontade. Obs: Meu IPTU tá pago. Ass: Contribuinte", diz a placa.

Morador há 39 anos do bairro, o metalúrgico Francisco Ferreira afirma que a via não recebe qualquer reparo há mais de cinco anos, além de outros problemas. “As ruas aqui do bairro não possuem meio-fio e bueiro para escorrer a água da chuva. Quando chove a água fica empossada no meio da rua e o asfalto, que não é de boa qualidade, acaba cedendo e abrindo buracos como esse”, explicou.

Ele reforçou que as calçadas são construídas pelos próprios moradores e reclamou que apenas algumas ruas do bairro foram contempladas com o programa emergencial da Prefeitura. “Só as ruas que passam ônibus  que recebem obras e mesmo assim, o serviço não é bem feito porque passa um tempo, já tá tudo quebrado de novo”.  A Seminf foi procurada para falar sobre os problemas, mas até a publicação desta matéria não recebemos resposta.

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