Sexta-feira, 05 de Junho de 2020
Manaus

Moradores do conjunto Hiléia 1 denunciam buracos e falta de estrutura das ruas

No Hiléia 1, praticamente toda semana as ruas recebem ‘recapeamento’ asfáltico, mas os buracos não dão trégua



1.jpg De acordo com moradores do conjunto Hiléia, esta rua recebe ‘tapa-buracos’ toda semana, mas serviço é mal feito
23/04/2015 às 09:15

Caminhar ou trafegar pelas ruas do conjunto Hiléia 1, na Redenção, Zona Centro–Oeste não tem sido uma tarefa fácil. O principal motivo para isso são os buracos que se abriram e mesmo com a intervenção da prefeitura, voltam a aparecer e a incomodar quem mora no local. Segundo eles, pelo menos um vez ao mês a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realiza obras no conjunto, mas o problema não é resolvido definitivamente.

A dificuldade começou quando a rua Alfredo Valois, principal do conjunto, precisou ser interditada para a realização de uma obra prefeitura há seis meses. Os carros de passeio, ônibus e carros pesados começaram a desviar o caminho por outras ruas, como a Lírio do Vale, e os problemas começaram a surgir. “A obra ainda não foi finalizada e os moradores decidiram desenterditar a via porque não dava mais para continuar da forma que estava”, disse o comerciante Ezaquiel Alves de Lima, 52. Ele contou que no fim do ano passado, a rua chegou a desabar durante uma chuva, por causa da inexistência de bueiros que pudessem canalizar a águas pluviais.



A via foi interditada para os trabalhos de recuperação, mas ainda não foram concluídas. Com a demora, os moradores optaram por voltar a utilizar o trecho para fluxo de veículos, já que as demais ruas alternativas acabaram ficando mais esburacadas. “A rua Lírio do Vale virou opção de tráfego para ônibus e carros pesados. Aí acabou ficando assim: cheia de buraco e lama”, reclamou Reinaldo Dias, 50, que também é comerciante.

Indignado com a situação, o comerciante Eloi Auzier, 44, disse que nos últimos dois meses viu a prefeitura tapar os buracos das ruas Lírio do Vale, 5, 6 e 7, pelo menos cinco vezes. “A qualidade desse asfalto é ruim e o trabalho é mal feito porque a prefeitura tampa um buraco em um dia e três ou quatro dias depois ele volta a abrir. Tem algo errado aí”, desabafou. Na opinião dele, toda a camada asfáltica deveria ser retirada e as vias deveriam ser recapeadas com material novo.

Outros moradores reclamaram ainda de outros problemas. A falta de bueiros e sarjetas, para facilitar o escoamento das águas pluviais, seriam alternativas para evitar que a buraqueira continuasse aumentando no conjunto. “Todas as ruas daqui estão assim. E como não tem sarjeta, a água não tem para onde escorrer quando chove. Aí, acumula no meio das ruas, os carros passam em cima e os buracos abrem novamente”, contou a operadora de caixa, Jaqueline Ferreira, que reclamou também do mau cheiro causado pelas lâminas de água no meio da rua.

Mutirão tenta acabar com buracos

O secretário da Seminf, Antônio Nelson, informou que equipes de serviços básicos do Distrito de Obras responsável pelo conjunto iniciaram, ontem, um mutirão de tapa-buracos nas ruas 4, 6, 7 e 13 e vão se estender às demais ruas. Ele justificou que o período de chuva e fluxo de veículos pesados desviados para as vias secundárias foram os principais motivos para o surgimento dos buracos e reafirmou que os trabalhos de manutenção serão realizados durante esta semana.

Sobre as obras de contenção realizadas em um trecho da rua Alfredo Valois, Nelson explicou que a obra demorou a ser concluída devido a sua alta complexidade. “Houve um desbarrancamento naquele local e tivemos que fazer um trabalho de compactação do solo para que ele parasse de ceder. Isso já foi concluído e só estamos observando o comportamento dele para saber se vai ser necessário alguma outra intervenção”, afirmou o secretário.



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