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Manaus
TRÂNSITO

Moradores do conj. Santos Dumont reclamam de obra da prefeitura que alterou o trânsito

Serviço fechou um dos acessos ao conjunto e aumentou o fluxo de veículos na rua que passam em alta velocidade 24/08/2018 às 03:25 - Atualizado em 24/08/2018 às 08:39
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Moradores da rua Waldir Barros, no conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, na Zona Centro-Oeste, estão revoltados com uma obra, que está sendo feita pela Prefeitura de Manaus, que alterou o acesso e a saída em um dos trechos do conjunto. Para complicar, foi inaugurada uma academia, cuja saída do estacionamento é pelo conjunto e a passagem também obrigatória pela rua Waldir Barros, tornando o trânsito caótico na via devido o grande fluxo de veículos. A obra fechou um dos dois acessos ao local.

A preocupação dos moradores é com falta sinalização. Quando o trânsito está mais leve, os carros passam por lá em alta velocidade e nas horas de pico, há congestionamento. Quem mora na área também reclama da situação porque já foi solicitado ao Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) a instalação de redutores de velocidade (lombadas), mas ainda não foram atendidos. O medo é que acidentes graves aconteçam naquele trecho.

A rua Nathanael Albuquerque, via que dava acesso para a avenida Torquato Tapajós, ficou em sentido único e contrário, por conta da mudança. Agora, quem circulava por essa via, em direção ao Centro, deve seguir até a rua Waldir Bastos, depois acessar a alameda Santos Dumont e entrar na nova alça para chegar na avenida Torquato Tapajós.

Além disso, a rua Henrique Bastos passou a ter sentido único no trecho entre a Waldir Bastos e a Nathanael Albuquerque. Para se dirigir em direção ao Centro, o condutor deve acessar a rua Waldir Bastos, depois alameda Santos Dumont e, em seguida, utilizar o novo acesso para a Torquato Tapajós.

“Segurança”

Na concepção do Manaustrans, a nova alça foi feita para dar mais segurança na manobra de acesso em direção à avenida Torquato Tapajós. Entretanto, em poucos minutos, A CRÍTICA conseguiu  flagrar condutores seguindo pela contra-mão em direção à avenida Torquato Tapajós, seguindo um trajeto que antes era legal.


Mesmo com mudança, motoristas usam a contra-mão para chegar à av. Torquato Tapajós. Foto: Euzivaldo Queiroz

O maior fluxo na rua Waldir Bastos ocorre pela manhã, devido a saída dos moradores para o trabalho e o acesso dos pais que deixam os filhos nas escolas próximas, à tarde, quando o movimento é feito no sentido inverso, e no horário entre 11h30 e 13h quando é acrescido o movimento dos frequentadores de um restaurante que fica no final da rua. “A rua era muito calma. Nós sempre orientamos os pais a não estacionaram em fila dupla”, afirmou a diretora de uma creche, Elisângela Moraes.

Cuidados triplicados

Além dos moradores, a alteração no trânsito também desagradou aos pais e funcionários de uma creche que fica no local. Eles disseram que estão apavorados por o risco de acidentes na área aumentou e foi necessário triplicar os cuidados com as crianças.

'Correção' complicou mais ainda a situação

Para o motorista Fernando Ferraz, 56, o erro vem desde que foi construído o primeiro desvio para sair na avenida Constantino Nery. “A tentativa de corrigir o erro acabou complicando mais a situação. Não somos contra a obra, mas contra as conseqüências que ela causou. Quando o motorista entra na nossa rua (Waldir Bastos), ele entra com sessenta quilômetros por hora e corta a rua com a mesma velocidade. Precisamos de redutores de velocidade por causa da creche e da nossa saída das garagens”, afirmou ele.


Principal acesso ao conjunto foi isolado pela Seminf, responsável pela obra, e dará lugar a um novo abrigo de ônibus. Foto: Euzivaldo Queiroz

Segundo a arquiteta Iris Vargas a rua, que era bastante calma, agora virou retorno de todo tipo de veículos. “Como não tem redutor, os motoristas passam na velocidade que bem entendem. Pela manhã e à tarde é grande o congestionamento aqui. É gente saindo de casa para o trabalho e outros da academia, além das linhas de ônibus”, reclamou a moradora.

O projeto viário é do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) e está sendo executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) que isolou um dos acessos, que está fazendo no local o calçamento para um novo abrigo na parada de ônibus. Naquele trecho, o único acesso e saída ficaram concen trados na alameda Santos Dumont, principal via do conjunto.

A CRÍTICA entrou em contato com o Manaustrans para solicitar mais informações sobre as mudanças no conjunto Santos Dumont e sobre o pedido dos moradores para a implantação de lombadas ou redutores de velocidade, mas até o fechamento da edição, não obtivemos retorno do órgão.

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