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Manaus
JOÃO BOSCO

Nem iluminação nem circulação de pessoas inibem assaltos em conjunto de Manaus

O medo de andar nas ruas é constante para moradores e comerciantes do conj. João Bosco, em Flores. Mulheres são as maiores vítimas dos assaltantes 18/03/2017 às 14:27 - Atualizado em 18/03/2017 às 14:29
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O maior número de casos é registrado na travessa Dom Jackson Rodrigo, que é a principal via do conjunto (Foto: Antônio Lima)
Alik Menezes Manaus (AM)

Moradores do conjunto João Bosco, no bairro  Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus, evitam ao máximo andar desacompanhados pelas ruas da área por medo de serem vítimas de assaltos e furtos. Os assaltos acontecem principalmente à noite e o maior número de vítimas são mulheres; de todas as idades.

Segundo um professor de educação física que pediu para não ser identificado, os assaltos, na maioria das vezes, acontecem à noite, a partir das 18h, quando as pessoas descem dos ônibus ou estão à espera do transporte coletivo. “É tudo muito rápido. Sacam facas ou pistolas e pedem as coisas das pessoas”, contou.

O morador disse que os criminosos geralmente utilizam motocicletas nas ações. Após os roubos, eles fogem em direção ao conjunto Parque das Laranjeiras. “Eles fogem aí por dentro do Santa Cruz (comunidade) e ninguém pega mais. Até as placas eles arrancam ou cobrem para ficar mais complicada a identificação”, detalhou. 

O maior número de casos é registrado  na travessa Dom Jackson Rodrigo, que é a principal via do conjunto. A travessa é bem iluminada à noite e tem vários comércios, mas nem isso intimida os bandidos. 

O educador contou que a maioria dos criminosos é menor de idade. No entanto, ele acredita que eles recebem apoio de adultos. “Temos a impressão que os adultos pilotam as motos enquanto os menores botam para cima das pessoas e fazem o trabalho mais sujo”, disse. 

Uma comerciante que também pediu para não ser identificada contou que todos os dias fecha as portas mais cedo e evita sair ao máximo. Segundo ela, mesmo com medo das ações dos bandidos,  muitos comerciantes se arriscam a trabalhar à  noite. “Eu tenho medo, evito abrir e ficar na frente de casa, apesar da rua ser bem movimentada em alguns horários. Tem muitos vizinhos que abrem as vendas porque necessitam trabalhar”, ressaltou. 

O estudante de história Felipe Farias, 19, contou que teve pertences roubados algumas vezes e que convive com o medo de ser roubado novamente. “Preciso sair para trabalhar e estudar. Não tenho carro e preciso fazer o percurso  à pé da parada de ônibus para casa. Eles se aproveitam quando você está sozinho”, contou. O jovem disse que falta policiamento no conjunto. “Muito raramente vejo uma viatura”, afirmou. 

PM promete reforço na patrulha

A Polícia Militar  informou que vai reforçar o policiamento no local. Em nota, a corporação ressaltou que, ao tomar conhecimento da reclamação dos moradores, “adotará de imediato o reforço no patrumalhamento ostensivo na área do residencial e limites adjacentes, por meio da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom)”.

É importante registrar a ocorrência 

O comandante da 12ª Cicom, Derquian Pereira, informou, com base nas estatísticas levantadas pela unidade policial, que o índice de crimes e acionamentos registrados na área do conjunto  é baixo   comparado a outros locais. Ele orientou os moradores que forem vítimas registrar as ocorrências no Distrito Integrado de Polícia (DIP) responsável para ajudar a unidade na elaboração de estratégias que surtam bons resultados e efeito esperado para a população.

Já o comandante da 24ª Cicom informou que os moradores podem entrar em contato com a PM por meio dos contatos (92) 98842 1595 ou (92) 98842 1622.

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