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Moradores do Japiim criam página no Facebook para denunciar abusos no bairro

A iniciativa de criar uma página na rede social facebook onde são postadas fotos das “aberrações” cometidas no bairro veio do auxiliar de escritório Everlin Melo Borges, 41, morador do bairro há 20 anos 28/10/2013 às 08:37
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O comerciante Everlin Borges mostra que construções não respeitam o pedestre
Ana Celia Ossame ---

Os moradores dos conjuntos Japiim 1 e 2 esperam ansiosamente a visita dos fiscais do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) numa ação contínua para começar a coibir os abusos praticados contra os pedestres. A iniciativa do auxiliar de escritório Everlin Melo Borges, 41, morador do bairro há 20 anos, foi criar uma página na rede social facebook onde insere as fotos das “aberrações” cometidas ali. “Na entrada do bairro, na rua Penetração 2, há um poste no meio da passagem e uma escada”, aponta ele, mostrando que ali começam as irregularidades.

Na mesma via, é comum toda a extensão da calçada ser ocupada por veículos desde carros comuns até caminhões baús, “jogando, literalmente”, como diz ele, as pessoas para caminhar na rua, arriscando-se a ser atingida por um automóvel, caminhão ou ônibus, que descem a ladeira da via em velocidade. Dona Zildete Alves de Lima, 63, moradora desde a entrega das casas, construídas pelo Governo do Estado, é uma que reclama da falta de calçadas. “Ocupam tudo e a gente tem que subir a ladeira brigando com os carros”, criticou.

PUXADAS

Na rua Penetração 1, o problema maior são os “puxadinhos” construídos pelos proprietários das casas e lojas. Num prédio que abriga várias salas, há invasão da rua e da calçada, com a construção de uma mureta sob a justificativa de impedir o avanço dos ônibus na hora de fazer a curva para entrar no bairro. O comerciante Marco Antônio Pinto disse que nunca foi advertido contra a mureta, erguida para evitar que os coletivos avancem sobre a calçada e até sobre as pessoas. “Um ciclista já foi batido por um ônibus”, justifica ele, cujo imóvel não respeita a largura da calçada, que deveria ser de metro e meio, mas não alcança 70 centímetros. “Por isso as pessoas podem ser vitimadas andando nesse local, é preciso o poder público agir”, afirmou.

Tanto no Japiim 1 quanto no 2, a situação é a mesma, verifica Everlin, que sem poder contar com a colaboração dos moradores em respeitar o Código de Posturas do Município, promete continuar nas redes sociais para denunciar as irregularidades e esperar a ação da prefeitura, que já aplicou várias multas quanto a ocupação de calçadas por veículos, mas os condutores acabam repetindo a infração.

Invasões sob a mira dos internautasNa página virtual “Amigos do Japiim”, na rede social Facebook, os moradores aproveitam para denunciar irregularidades que têm crescido ultimamente no bairro, como a proliferação de casas sendo adaptadas para funcionar como comércio, o que implica no uso da calçada, destinada ao uso do público, como área particular.

“ São inúmeras construção de puxadinhas que cobrem as calçadas, instalam muretas ou bancos impedindo a passagem”, lamenta Everlin.

Integrante do grupo Pedala Pesado, que usa a bicicleta para passeios, ele reconhece a falta de respeito dos motoristas com os ciclistas, principalmente porque a cidade “embrutece” os cidadãos. “A vez é de quem tem mais força, logo, o ciclista sempre vai perder”, atesta ele, que promete continuar denunciando as irregularidades no bairro.

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