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Manaus
Falta infraestrutura

Moradores do Rio Piorini voltaram a bloquear avenida à noite em protesto contra alagação

Devido à forte chuva que atingiu cidade por mais de 10 horas, e que fez transbordar o igarapé do Passarinho, várias ruas e casas foram alagadas. A Defesa Civil de Manaus informou que visitará a região nesta quarta-feira 12/04/2016 às 20:59 - Atualizado em 12/04/2016 às 21:46
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O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou o fogo nos pneus e pedaços de madeira incendiados. Por volta das 20h, a manifestação já estava encerrada
Vinicius Leal e Rafael Seixas Manaus (AM)

Moradores da comunidade Rio Piorini, bairro Santa Etelvina, voltaram a bloquear parte da av. Arquiteto José Henrique, na Zona Norte de Manaus, durante a tarde e início da noite desta terça (12) em um protesto contra a falta de saneamento básico e péssima infraestrutura do local.

Devido à forte chuva que atingiu a cidade por mais de 10 horas de hoje, e que fez transbordar o igarapé do Passarinho, que corta a comunidade, várias ruas e casas no Rio Piorini foram alagadas. Os manifestantes fecharam o trecho da avenida que fica entre o shopping Manaus Via Norte e uma sede do Detran-AM e incendiaram pneus e pedaços de madeira para interditar o tráfego na via.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou o fogo nos objetos incendiados. Por volta das 20h, a manifestação já estava encerrada e a via começava a ser liberada, conforme o Instituto Municipal de Fiscalização e Engenharia de Trânsito (Manaustrans).

Segundo a Defesa Civil de Manaus, agentes do órgão foram ao local e conversaram com moradores. “Eles vão retornar ao local amanhã (quarta-feira) junto com o pessoal do Distrito de Obras”, afirmou a assessoria de imprensa da Defesa Civil.

Localizada no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, a comunidade Rio Piorini sofre com constantes alagamentos por conta das fortes chuvas e do consequente transbordamento do igarapé do Passarinho. Nesta terça de temporal, pelo menos oito ruas às margens do córrego foram invadidas pelas águas.

Segundo o professor Rosenildo de Souza Trindade, 28, desde 2008 as famílias denunciam aos órgãos competentes a situação, mas até agora não obtiveram nenhum retorno. “Toda vez que chove, nossas casas ficam alagadas. A comunidade existe desde 2001, quando nos retiraram do alagado da Cachoeirinha, mas nos jogaram aqui sem nenhuma infraestrutura. Qualquer água faz transbordar o igarapé, fazendo a água chegar à avenida e nas casas”, declarou Trindade.

“Há moradores que já abandonaram suas residências, porque as casas ficam alagadas por semanas. Não temos nem fossa, tudo vai parar no igarapé e, com a chuva, tudo retorna nas privadas. Toda vez procuramos as secretarias, como Semmas [Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade] e a Seminf [Secretaria Municipal de Infraestrutura], mas não temos resposta. A Seminf é recordista de enviarmos documentos”, acrescentou.

A reportagem não conseguiu contato com as secretarias citadas na matéria.

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