Publicidade
Manaus
MOMENTOS DE TERROR

Moradores do Viver Melhor relatam pânico e medo de voltar para os apartamentos

"O prédio ficou tremendo, ficamos com medo dele cair com a gente dentro", disse uma das moradoras da área. 03/09/2017 às 18:30
Show whatsapp image 2017 09 03 at 17.22.30
Chuva rápida fez estragos no conjunto (Foto: Gilson Mello)
Danilo Alves Manaus

Os moradores do conjunto Viver Melhor, no Santa Etelvina, zona Norte de Manaus, viveram momentos de pânico na  forte chuva e ventania que atingiu aquela região na tarde de hoje em Manaus.

Diante do destelhamento dos prédios e a forte ventania , muitos moradores chegaram a temer até que os prédios caíssem. "O prédio ficou tremendo, ficamos com medo dele cair com a gente dentro. Só a mão do senhor para nos guardar", disse uma moradora, que temeu pela vida do filho. "

"Meu filho passou por debaixo dos fios de alta tensão correndo, porque estava ajudando o pai dele", relatou ela, que chegou a ver fogo no chão por conta do curto-circuito gerado após a queda dos postes.

"Tava chovendo muito, entrou muita água no prédio. O barulho foi grande e estremeceu a laje", afirmou Etelvina Marques, de 38 anos. Ela afirmou que chegou a ligar para a Defesa Civil e para os Bombeiros, mas não foi atendida. "Mandaram a gente ligar pro governo ou pra Caixa Econômica", protestou ela.

Silvia Dantas, de 56 anos, disse que temia voltar para o apartamento. "Aconselharam a gente a procurar algum lugar seguro para ir, mas pra onde a gente vai?", questionou ela, que tem uma filha especial. "Se voltar, pode acontecer  o pior".

Duas horas depois do ocorrido, o secretário executivo da Defesa Civil do Município, Claudio Belém, visitou os locais que ficaram prejudicados com o temporal. Ele disse que a equipe técnica do órgão vai avaliar as condições dos apartamentos e casas atingidas e repassar os problemas para o governo do estado.

"A defesa civil do município atua apenas em áreas de risco e o Viver Melhor, por exemplo, não é área de risco. Porém nós viemos ver a situação deles e repassar o caso para o governo, para que assim eles repassem a demanda a construtora realizar os reparos. Por enquanto, não há nenhum local com risco eminente de desabamento", explicou.

Publicidade
Publicidade