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Moradores fazem manifestação após subida do rio Negro na Zona Sul de Manaus

O protesto durou pelo menos meia hora e foi encerrado de forma pacífica, com o auxilio de um investigador da Polícia Civil que passava pelo local no momento da manifestação 22/05/2013 às 22:28
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Os manifestantes fecharam parcialmente a Avenida Kako Caminha no fim da tarde, queimando pedaços de madeira e pneus
Evelyn Souza Manaus

Cerca de 100 pessoas fecharam parcialmente a avenida Kako Caminha (sentido bairro/centro) no fim da tarde desta quarta-feira (22) como forma de protesto. Pedaços de pau e pneus foram queimados para chamar a atenção das autoridades por conta da situação dos moradores do bairro Presidente Vargas, que sofrem com a cheia do rio Negro.

O protesto durou pelo menos meia hora e foi encerrado de forma pacífica, com o auxilio de um investigador da Polícia Civil que passava pelo local no momento da manifestação.

“Eu estava passando e resolvi parar para ver o que estava acontecendo. Ajudei a amenizar a situação, conversei com os moradores e consegui fazer com que eles parassem a manifestação sem grandes prejuízos”, ressaltou o investigador Jander Nascimento.

De acordo com o jardineiro Raimundo Freitas, 32, os moradores estão revoltados pelo fato de nenhum órgao responsável ter retirado as familias das áreas alagadas, antes da subida do rio.

“Eu fico preocupado por conta das crianças e principalmente dos meus filhos. O meu filho de um ano e seis meses já caiu dentro d’água. O Governo disse pra gente na enchente do ano passado, que esse ano nós não estaríamos mais aqui e até agora ninguém veio nos tirar”, disse Raimundo.

Alguns moradores relataram a reportagem do acritica.com que trafegar nos becos que dão acesso a “Matinha” e ao “Bariri” está cada vez mais difícil, já que eles estão alagados.


“As crianças que moram no Bariri e que estudam na Matinha não tem condições de atravessar nessa ponte. Muita gente já caiu aqui, de criança a idosos. Até jacaré nós já vimos”, contou a manicure Alessandra Gonzaga, 30.

Os manisfestantes prometem se reunir na manhã desta quinta-feira (23) e pedir ajuda das autoridades competentes.


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